
MOGI GUAÇU – O segundo turno das eleições em Mogi Guaçu transcorreu sem nenhum registro de crime eleitoral. A avaliação é da juíza eleitoral da 216ª Zona Eleitoral da cidade, Bruna Marchese, que acompanhou a votação neste domingo (25). "Não tivemos nenhuma ocorrência relacionada a crime eleitoral. Ocorreu tudo dentro da normalidade. O eleitor votou com tranquilidade, sem enfrentar filas", afirmou.
Segundo a magistrada, a rapidez na votação era esperada por um motivo simples: a quantidade de escolhas na urna. "No 1º turno eram seis votações, agora foi só uma. Por conta disso, já era mesmo esperado uma votação rápida e mais tranquila", disse.
Outro ponto destacado pela juíza foi o comportamento do eleitorado nos arredores dos locais de votação. "Apesar da polarização que se vê na política, não houve registro de boca de urna ou outra ocorrência antidemocrática neste dia de eleição", apontou. "O que vimos foi o eleitor exercendo o direito ao voto com tranquilidade", reforçou.
A ausência de boca de urna chama atenção num pleito nacional marcado por disputa acirrada — as pesquisas apontavam empate técnico entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com o Datafolha de 22 de outubro registrando 50% a 50% em votos válidos. Em Mogi Guaçu, o dia transcorreu sem registro de ocorrências dessa natureza.
A tranquilidade descrita em Mogi Guaçu contrasta com a confusão registrada em outras partes do país. Às 16h57, o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prorrogação da votação até as 19h, quando seções de vários estados já haviam encerrado os trabalhos. Uma hora depois, o próprio ministro precisou esclarecer que a ordem valia apenas onde as urnas ainda estavam abertas, e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) só orientou os tribunais regionais às 17h49 — período em que a apuração ficou suspensa, com 0,25% das seções totalizadas.
Em Mogi Guaçu, o encerramento seguiu o horário regular, com o eleitorado atendido sem filas ao longo do dia.
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