
O primeiro debate do segundo turno das eleições 2026, promovido pela Band em parceria com Estadão, TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan News, reuniu nesse domingo (18) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um encontro marcado mais pela troca de acusações pessoais do que pela comparação de propostas. A uma semana da eleição, os dois candidatos se enfrentaram ao vivo com plateia e transmissão nacional.
O embate começou pela segurança pública. Flávio prometeu "declarar guerra ao narcoterrorismo", classificar facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e construir meio milhão de vagas prisionais. Lula rebateu cobrando a votação da PEC da segurança pública, que permitiria a criação de um Ministério da Segurança e a integração entre União, estados e prefeituras — argumentando que "os estados fracassaram" na tarefa de enfrentar o crime organizado.
O ponto mais tenso foi o confronto direto com banco de tempo livre. Lula cobrou explicações sobre a votação contrária à ampliação da licença-maternidade em 2009. Flávio devolveu com acusações sobre o esquema do INSS, a relação do governo com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Lula lançou um desafio público: abrir as contas bancárias e os sigilos telefônicos de ambas as famílias para decisão da Justiça antes da eleição.
Na saúde, Flávio propôs um "SUS padrão Einstein", com prontuário único eletrônico e telemedicina. Lula respondeu evocando os 716 mil óbitos de Covid no governo anterior e os resultados do Mais Médicos. No campo econômico, o petista defendeu a "economia digital, verde e criativa" e a Nova Indústria Brasil; o senador focou no custo de vida, nos juros recordes e propôs um programa de compra de dívidas das famílias.
Nas considerações finais, Lula pediu "continuidade da democracia" e evocou sua trajetória de inclusão social — cotas, universidades, salário mínimo acima da inflação. Flávio fechou pedindo vote tranquilo, "porque o voto é secreto", e classificou sua campanha como "propositiva e sem ódio".
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