
O comitê norueguês do Nobel anunciou nesta sexta-feira (9) que a jurista Navanethem "Navi" Pillay venceu o Prêmio Nobel da Paz de 2026, por "seus esforços para promover a paz e o direito internacional".
Sul-africana de origem indiana, Pillay foi juíza do Tribunal Penal Internacional e Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos entre 2008 e 2014. Em sua trajetória, atuou na defesa de Nelson Mandela e de outras pessoas que se opuseram ao regime do apartheid na África do Sul.
"Um fio condutor liga seu trabalho inicial na defesa de Nelson Mandela e de outras pessoas que se opuseram ao apartheid à sua atuação como juíza em alguns dos principais processos judiciais internacionais de nosso tempo", afirmou o comitê ao justificar a escolha.
No ano passado, uma comissão da ONU liderada por Pillay, que investigou a guerra na Faixa de Gaza, concluiu que Israel havia cometido genocídio contra os palestinos. Tel Aviv condenou o relatório.
Ao todo, 287 candidatos haviam sido indicados à láurea neste ano, dos quais 208 eram indivíduos e 79, organizações. O número é menor do que o do ano passado, quando houve 338 indicações, e do que o de 2016, quando foi registrado um recorde de 376 nomes.
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