
Hoje, caro leitor, não tem frasezinha motivacional. Esta crônica não é para motivar ninguém. Se quiser isso, leia algum livro de autoajuda. Não quero falar sobre política, literatura ou psicanálise. Ah, também não quero tirar sarro de ninguém. No momento, estou cansado. Acordei achando que a vida não presta. Aliás, cronista que leva a vida a sério não é digno do ofício.
A gente faz, faz, faz… e o que ganha? Nada! No máximo, um salário fajuto no fim do mês. A gente trabalha feito escravo para se aposentar com uma mixaria. Ah, não sei se você está sabendo, mas muita gente anda dizendo que até essa miséria corre risco com certas manobras políticas envolvendo Flávio Bolsonaro. Porém, o que importa é tirar o Lula, né?
Tenho dito reiteradamente à Cinthia, minha psicóloga, que estamos todos estragados. Todos nós já quebramos a cara em relacionamentos pretéritos, e o próximo é quem acaba sofrendo com isso. De que adianta manter a terapia em dia, tomar a medicação certinha, viver dignamente, se no fim das contas somos colocados no mesmo balaio?
Pobre não tem um dia de sossego sequer. E o escritor pobre, que é o meu caso? Minha casa está há mais de um mês para alugar. Gente interessada até aparece. O problema é o locatário ruim que a imobiliária oferece ou a burocracia que emperra tudo. A franquia me pediu a matrícula do imóvel. Eu sei que é o procedimento correto. No entanto, para que serve a imobiliária se, no fim das contas, sou eu quem acaba esquentando a cabeça?
Percebeu que hoje estou irritado, né, caro leitor? Desculpa pelo desabafo. Tem horas em que a gente cansa de apagar incêndio. Toda hora surge um foco novo. Enfim, feliz é quem recebeu pix do Vorcaro.
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