
Ninguém nasce com paciência.
— Nossa! Que bebê com cara de paciente.
Seria muito bom se fosse assim, entretanto não é.
Poderíamos até ser julgados por essa habilidade.
— Amiga, seu namorado é muito feio, mas a paciência dele o deixa bonito.
Geralmente, somos julgados pela falta de beleza e pela falta de paciência.
Acredito que a gente se torna paciente ao longo da vida. E, para isso, uma dose de sofrimento parece ser necessária.
— Mais uma traição, mais um chifre! Fazer o quê, né?
Ainda assim, no dia seguinte, a pessoa se levanta e vai trabalhar. A vida segue, e a paciência vai sendo construída entre uma dor e outra.
A gente percebe que a paciência está sendo construída quando revê as próprias expectativas e reorganiza a vida afetiva.
— Dei mancada com a minha mulher, e isso não está certo.
Pouco depois:
— Querida, vamos conversar?
— Conversar o quê? Estou com o feijão no fogo.
Querer conversar é uma coisa. Encontrar alguém disposto a conversar é outra história.
Haja paciência.
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