
MOGI MIRIM – O vereador João Victor Gasparini (União Brasil) justificou nesta segunda-feira (19) o voto contrário ao projeto de lei que institui o feriado municipal do Dia do Evangélico em Mogi Mirim, aprovado pela Câmara por 12 votos a 4. Para o parlamentar, a criação de um feriado religioso deve observar critérios legais e tradições já consolidadas no município — não basta a relevância social da data.
Gasparini disse reconhecer a importância do protestantismo na formação histórica de Mogi Mirim e o valor dos trabalhos voluntários e sociais realizados pelas igrejas evangélicas na cidade. O voto contrário, explicou, não é contra a causa, mas contra o critério.
Na avaliação do vereador, se o município adotar esse parâmetro, outras religiões minoritárias também poderão reivindicar feriados próprios no calendário oficial, o que exigiria um critério mais amplo de avaliação.
O projeto é de autoria do vereador Marcos Segatti (PSD) e estabelece o dia 17 de agosto como feriado municipal religioso do Dia do Evangélico, podendo valer já em 2027. Além de Gasparini, votaram contra Ernani Gragnanello (PT), Everton Bombarda (PDT) e Mara Choquetta (PDT). Com a aprovação, a lei segue para sanção e entra em vigor com a publicação.
Com a inclusão da nova data, o calendário de feriados de Mogi Mirim passa a reunir feriados civis e religiosos de diferentes confissões — tema que deve voltar ao debate quando outras datas forem propostas.
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