
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou nesta semana um pedido de habeas corpus e manteve a condenação de 83 anos e 13 dias de prisão contra César Francisco Moranza Júnior, responsável pela execução de uma mulher e do filho dela em outubro de 2023, na Vila Santana, em Sumaré. O crime teria sido motivado por uma cobrança de dívida.
O ministro Messod Azulay Neto, relator do caso, afastou todas as alegações da defesa e entendeu que não houve ilegalidade que justificasse revisão da pena aplicada pelo Tribunal do Júri de Sumaré e mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), César atraiu Fernanda Silva Bim, de 44 anos, moradora de Hortolândia, e seu filho Maurício Silva, de 24 anos, até uma casa vazia em Sumaré sob falso pretexto, no dia 3 de outubro de 2023. Fernanda teria ido cobrar um empréstimo feito ao réu, que não devolveu o valor.
Desconfiada, a mulher levou o filho para acompanhá-la. No local, ambos foram executados a tiros, e os corpos, esquartejados. Com a ajuda de um irmão, o condenado transportou os restos mortais até um canavial em Santa Bárbara d'Oeste, onde foram encontrados dias depois.
No dia seguinte aos assassinatos, César foi até a casa da mãe de Fernanda e tentou matá-la com golpes na cabeça. Ela sobreviveu, mas ficou internada em estado grave. Na ocasião, ele também furtou celular, chaves e o controle do portão eletrônico da residência da idosa.
O réu foi denunciado por homicídio qualificado (duas vezes), ocultação de cadáver (duas vezes), tentativa de homicídio e furto.
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