
A Prefeitura de Mogi Guaçu determinou, na quinta-feira (2), a interdição total do Lar de Idosos Maria Braga, após denúncias de maus-tratos, negligência e irregularidades administrativas. A decisão ocorre menos de 48 horas após a morte de Antônio Garcia, de 95 anos, que esteve internado na clínica por cerca de 30 dias.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela família, o idoso foi retirado da instituição pelos parentes e levado a um hospital, onde veio a óbito na terça-feira (30). O caso gerou comoção e acelerou a apuração dos órgãos fiscalizadores.
A clínica já era alvo de uma ação do Ministério Público de São Paulo, que pede o fechamento definitivo do local. Paralelamente, a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a prática de maus-tratos. Segundo a delegada responsável, serão requisitados documentos da admissão do idoso, além do prontuário médico e depoimentos de funcionários e responsáveis pela instituição.
Em nota, a Prefeitura de Mogi Guaçu informou que a casa de repouso descumpriu uma determinação de interdição parcial aplicada pela Vigilância Sanitária ainda em janeiro de 2025. Na época, o estabelecimento foi autuado por operar sem Licença Sanitária e sem o Laudo Técnico de Avaliação (LTA), documentos obrigatórios para o funcionamento.
Apesar das notificações, fiscalizações realizadas em setembro e dezembro de 2025 apontaram que as pendências seguiam sem solução. Em nova vistoria realizada nesta quinta-feira (2), a Vigilância Sanitária constatou o descumprimento contínuo das regras, o que motivou a interdição integral das atividades.
Com a medida, os responsáveis têm o prazo de três dias para providenciar a transferência de todos os pacientes que ainda estavam abrigados no local. Além disso, dispõem de até dez dias para apresentar recurso administrativo contra a decisão.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa da clínica. A matéria segue aberta e será atualizada caso haja um posicionamento.
Mín. 14° Máx. 28°