
O vereador de Campinas Otto Alejandro (PL) tornou-se alvo de um inquérito policial após ser denunciado pela namorada por violência doméstica, ameaça, injúria e dano. O caso foi registrado na última segunda-feira (10), na 1ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) do município.
Segundo informações contidas no BO (Boletim de Ocorrência), o parlamentar teria invadido a residência da vítima, com quem mantém um relacionamento há cerca de um ano e meio. O documento policial detalha que Alejandro teria agredido a mulher física e verbalmente, proferindo xingamentos como "puta", "vadia" e "ingrata", além de fazer uma ameaça explícita: "vou acabar te matando".
O relato aponta ainda que, durante o episódio, o vereador quebrou diversos objetos na casa e retirou do local um aparelho de televisão. Os prejuízos materiais ainda devem passar por avaliação pericial.
Em depoimento às autoridades, a vítima afirmou que o comportamento agressivo do parlamentar é recorrente e está associado ao consumo frequente de bebidas alcoólicas, momento em que ele ficaria "muito alterado". Apesar da gravidade das denúncias, a mulher optou por não ir para um abrigo e não indicou testemunhas do ocorrido.
A Polícia Civil orientou a vítima quanto às medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha. Ela foi encaminhada para acompanhamento jurídico e psicológico no Centro de Apoio à Mulher e na Defensoria Pública.
Histórico de confusões
Esta não é a primeira vez que Otto Alejandro figura em páginas policiais em 2024. Em julho, o vereador foi acusado de quebrar o vidro traseiro de um ônibus de viagem e ameaçar o motorista após um desentendimento. Na ocasião, o funcionário da empresa de transporte relatou que o político aparentava embriaguez.
O outro lado
Procurada pela reportagem, a assessoria de Otto comunicou que o gabinete ainda não foi notificado oficialmente sobre o teor da denúncia e, por essa razão, não se manifestará no momento.
O caso segue em investigação pela 1ª DDM de Campinas. Se as acusações forem comprovadas, o vereador poderá responder judicialmente pelos crimes previstos na Lei Maria da Penha e no Código Penal.
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