
Quem passa pela Rua Doutor Ulhôa Cintra, 399, no Centro de Mogi Mirim, talvez não saiba, mas o casarão de 1910 abriga até 19 de dezembro uma exposição de Adelio Sarro, 76 — o sujeito que jornalistas da Noruega, da Austrália e da Alemanha resolveram chamar de "Picasso Brasileiro".
Em 2002, o crítico francês André Parinaud preferiu outra expressão: "Brasileiro Global". Sarro, andradinense de 1950, tem obras no Palácio das Nações da ONU, em Genebra, no Museu Imperial do Japão e no Changjiang Museum, em Chongqing. Esculturas monumentais espalhadas por mais de 200 cidades brasileiras e europeias.
A mostra no Museu de Arte de Mogi Mirim chama-se "Entre a Cor e a Forma", abriu em 24 de outubro e tem entrada gratuita. A curadoria não informou quantas obras estão em cartaz. [REQUER VERIFICAÇÃO]
De resto, Sarro é mais que exposição: autodidata, decidiu ser pintor depois de visitar o Museu de Portinari, em Brodowski. Criou a "pintura acessível", com legendas em braile, para que cegos possam tocar e entender o que está na tela. Em Aparecida, assina 15 painéis tridimensionais da Via Sacra. Tem memória própria em Andradina, sua cidade.
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