
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O mandado foi expedido e cumprido ainda neste sábado (22), de acordo com despacho do magistrado.
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A decisão, encaminhada à Superintendência da PF no Distrito Federal, estabelece que a detenção deve ser realizada sem o uso de algemas, sem exposição à imprensa e "com todo o respeito à dignidade da pessoa humana" do ex-chefe do Executivo.
A medida é preventiva, o que significa que não tem prazo determinado para terminar. Em sua fundamentação, o ministro alegou a necessidade de garantir a ordem pública. O despacho cita informações sobre a convocação de uma vigília na porta do condomínio onde Bolsonaro reside, com o objetivo declarado de impedir sua prisão.
A prisão preventiva é distinta da condenação recente do ex-presidente. Na quinta-feira (20), Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de reclusão pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e de atentado contra o Estado Democrático de Direito.
No entanto, a execução dessa pena ainda não foi decretada, pois o prazo para interposição de recursos jurídicos permanece em aberto.
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