
O suspeito de matar a esposa em Mogi Guaçu, Amauri Ribeiro De Sousa, de 39 anos, na madrugada deste domingo (26), chegou a contar aos policiais militares que a vítima havia saído para trabalhar, mesmo estando morta dentro da casa no bairro Jardim Guaçu Mirim. A mulher foi identificada como Patrícia de Farias Bueno, de 38 anos, e o caso foi levado e registrado no plantão policial da CPJ (Central de Polícia Judiciária).
O caso foi registrado por volta das 6h, após vizinhos relatarem à Polícia Militar terem ouvido pedidos de socorro. De acordo com o relato da PM, os policiais foram acionados e, ao chegar ao local, avistaram um homem saindo da casa. Durante a abordagem inicial, o suspeito informou que não havia ouvido nada e que sua esposa teria saído para trabalhar.
O comportamento do homem e o horário incomum – domingo por volta das 6h da manhã – levantaram suspeitas na equipe, que decidiu inspecionar o interior do imóvel. Foi quando ele alterou seu depoimento, admitindo ter tido um desentendimento com a vítima e afirmando que ela havia caído da escada e desacordada.
Ao adentrar a residência, os policiais encontraram Patricia deitada de bruços, já na base da escada. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e as equipes iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar. Os esforços, no entanto, não foram bem-sucedidos, e a morte da mulher foi constatada no local.
Versão do crime e motivação
Posteriormente, em um relato informal, o homem preso deu uma nova versão dos fatos. Ele contou que a companheira havia retornado de uma festa e que os dois discutiram após ele identificar o que acreditava serem "chupões" em seu corpo. O suspeito afirmou que a discussão escalou para uma agressão física e que, durante a confusão, a mulher teria tropeçado e caído da escada.
A Polícia Militar registrou que, durante todo o atendimento, o homem manteve uma postura considerada fria pelos agentes. A perícia técnica também foi acionada e compareceu para coletar evidências.
Conforme apurações preliminares, indícios no quarto do andar superior – como manchas de sangue no chão e a desordem no ambiente – sugerem que uma briga violenta de fato ocorreu naquele cômodo antes do desfecho fatal.
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