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Coluna Adriana Rocha: Quando a Inveja Mata: o Sentimento Invisível que Destrói Vidas

A inveja, esse sentimento tão antigo quanto a própria humanidade, tem se tornado o combustível de tragédias, separações e até assassinatos

16/10/2025 às 15h17 Atualizada em 16/10/2025 às 15h22
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
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Adriana Rocha Rocha é colunista do Zatum (Crédito: Divulgação)
Adriana Rocha Rocha é colunista do Zatum (Crédito: Divulgação)

Quando a Inveja Mata: o Sentimento Invisível que Destrói Vidas

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Uma verdade dura que ninguém quer enxergar

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Vivemos tempos em que o sucesso incomoda e a alegria do outro parece provocar dor em quem não aprendeu a se admirar.

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A inveja, esse sentimento tão antigo quanto a própria humanidade, tem se tornado o combustível de tragédias, separações e até assassinatos.

O que antes era um olhar atravessado, hoje se transforma em um gatilho real de violência e adoecimento mental.

Casos reais que chocaram o Brasil

Em Uberaba (MG), a adolescente Melissa Campos, de apenas 14 anos, foi morta por colegas dentro da escola.

O motivo? Inveja da felicidade e da luz que ela carregava.

Um dos acusados afirmou: “Ela era alegre demais e isso me irritava.”

A alegria de uma menina virou motivo de ódio — e o ódio virou tragédia.

Em outro caso, em Cuiabá (MT), um homem matou o próprio irmão.

A motivação: inveja do sucesso, das amizades e da vida social que o outro tinha.

A dor de não ser virou crime — e mais uma família se despedaçou.

São histórias reais, que escancaram o quanto a inveja, quando alimentada, pode virar um monstro capaz de destruir tudo que toca.

Quando a inveja não mata o corpo, mata a alma

Nem toda morte vem com sangue.

Há pessoas que morrem em silêncio — emocionalmente, espiritualmente — vítimas da inveja disfarçada de “amizade”.

A inveja pode levar alguém à depressão, à ansiedade, à perda da vontade de viver.

Quem é alvo desse sentimento muitas vezes se sente observado, sabotado, diminuído.

E quem sente a inveja, vive em guerra interna, sem perceber que o maior inimigo está dentro de si.

A psicologia descreve a inveja como a dor de não suportar o bem do outro.

Mas o problema é que, ao tentar apagar o brilho alheio, o invejoso se apaga primeiro.

A era digital e o vírus da comparação

Com as redes sociais, o palco da inveja cresceu.

Ali, tudo é filtro, é sorriso, é viagem, é sucesso.

E quanto mais se compara, mais nasce a insatisfação.

Pesquisas apontam que o excesso de exposição e comparação em redes pode causar transtornos emocionais graves, como síndrome do pânico, depressão e distúrbios de autoestima.

A inveja digital virou o novo veneno invisível da sociedade.

A cura está na consciência

Inveja não é apenas um defeito — é um sintoma de dor emocional não tratada.

É falta de amor-próprio, de identidade, de reconhecimento interno.

E enquanto não for encarada de frente, continuará matando — por dentro e por fora.

Aprenda a se admirar, a agradecer, a focar no que é seu.

Quem vive em paz consigo, não precisa desejar a dor do outro.

Reflexão final — Do Zatum para o mundo

Antes de querer apagar a luz de alguém, pergunte-se: “O que me falta para brilhar também?”

A inveja é a admiração que perdeu o caminho.

Mas ainda dá tempo de reencontrá-lo.

Zatum Notícias – Realidade que desperta consciência

Por Adriana Rocha Rocha

@flogdrirocharocha | @adrianarocharocha

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