
Um incêndio em uma residência no bairro Monte Alegre, na noite de segunda-feira (6), em Paulínia, terminou com uma revelação surpreendente: o autor das chamas era o próprio filho da proprietária. Em depoimento à Guarda Civil Municipal (GCM) e à Polícia Militar, um jovem de 26 anos confessou ter ateado fogo à casa da família.
A princípio, as equipes foram acionadas para atender a uma ocorrência de incêndio. Ao chegarem ao local, os guardas encontraram vizinhos que já haviam controlado as chamas. A casa principal, no entanto, ainda estava quente demais para ser acessada.
O Corpo de Bombeiros foi chamado para resfriar o ambiente, permitindo a entrada da equipe. Ninguém foi encontrado ferido dentro da propriedade.
MOTIVO
O desfecho da história veio com o relato do próprio Henrique. Questionado pelos guardas, o jovem, visivelmente nervoso e desorientado, explicou sua ação. Ele afirmou que a mãe vive em constantes brigas com o padrasto, que é usuário de crack, e que os conflitos giravam em torno da casa e de pertences da família.
O jovem contou que temia que a situação escalasse para uma tragédia maior, com um possível homicídio entre o casal. “Ele disse que tinha medo que o padrasto e a mãe pudessem acabar se matando e que, por isso, resolveu atear fogo à residência”, relatou a GCM.
Após a confissão, o jovem foi detido pela guarnição. Ele não ofereceu resistência à prisão. Entretanto, a situação ficou tensa no local quando familiares e outras pessoas presentes tentaram agredi-lo. A própria guarnição policial também enfrentou hostilidade no momento em que o jovem era colocado na viatura.
O jovem foi, então, conduzido ao Plantão Policial para os procedimentos cabíveis. A Autoridade Policial tomou ciência dos fatos e determinou a abertura de um boletim de ocorrência para investigar o caso.
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