
Antes restrita à região metropolitana da Capital, a chamada droga K2 (também conhecida como K4, K9 e maconha sintética), começa agora a ser também consumida no interior paulista. Já existem indícios de que a droga estaria sendo comercializada por traficantes na região de Campinas e a polícia já investiga quem seriam os traficantes responsáveis pela introdução da droga na região.
Um estudante entrou em coma após consumir a droga K2, conhecida como “droga zumbi", dentro de uma escola em Jundiaí. O adolescente foi encontrado dentro do banheiro e hospitalizado na quinta (11) e teve alta no mesmo dia, segundo nota da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC), divulgada nesta sexta-feira (12).
Um outro estudante, de 18 anos, foi levado ao 1° Distrito Policial de Jundiaí suspeito de dar a droga ao jovem que passou mal, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP). Ele foi ouvido e liberado. A droga foi apreendida e foi requisitada perícia junto ao Instituto de Criminalística (IC).
O caso aconteceu na Escola Estadual Professor Orozimbo Sóstena, no bairro Jardim Estádio. O adolescente foi socorrido pela gestão escolar após ser encontrado desacordado no banheiro, que acionou a Polícia Militar (PM) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ele foi levado ao Hospital SOBAM.
Em nota, a SEDUC afirma que “a equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar local (Conviva-SP), junto a rede protetiva, atuará com ações de acolhimento e conscientização na unidade”.
Um dos primeiros casos de consumo da chamada droga K9 na região, que exigiu a intervenção policial, foi registrado em Limeira. Na noite do último dia 1º, um homem foi preso naquela cidade após atear fogo na caçamba de uma caminhonete da Polícia Civil. Ao ser abordado pelos policiais, ele alegou que agiu sob efeito da droga K9.
Drogas sintéticas
As drogas K são drogas sintéticas que têm como base os canabinoides sintéticos, mas não são maconha. Elas podem ser borrifadas em qualquer coisa que seja consumida, como chás, cigarros ou pipetas. Elas têm efeitos devastadores no organismo, podendo causar alucinações, convulsões, paradas cardíacas e até morte12. Segundo a Polícia Científica de SP, as apreensões de drogas sintéticas, como a K9, passaram de 5% para 15% do total em 5 anos.
A Zona Leste de São Paulo é o principal foco no momento2. A matéria-prima para a fabricação da droga chega ao Brasil por contrabando em portos, aeroportos e fronteiras terrestres2.
A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou que, até o momento, em 2023, foram registradas 216 notificações de casos suspeitos de intoxicação por canabinoides sintéticos, o nome técnico das drogas K, mais do que o dobro registrado em 2022 - 98 notificações. A Secretaria publicou uma nota técnica para assistência a crianças e adolescentes por intoxicações por canabinoides sintéticos.
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