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Paulínia

Mãe afirma que morte de filho de nove anos foi causada por mau atendimento no HMP

Por duas vezes menino não teve o diagnóstico preciso e recebeu apenas Dipirona

21/10/2019 18h55Atualizado há 4 semanas
Por: Zatum Notícias
Fonte: Raoni Zambi
Nícolas foi duas vezes no HMP e recebeu apenas Dipirona (Crédito: arquivo pessoal)
Nícolas foi duas vezes no HMP e recebeu apenas Dipirona (Crédito: arquivo pessoal)

O estudante Nícolas Samuel Ribeiro de Oliveira, 9 anos, morreu na manhã de domingo (20) no Hospital Universitário de Jundiaí após passar mal durante a semana inteira e, segundo a sua mãe, a dona de casa Kelen Regina Ribeiro, 29 anos, não receber o diagnóstico adequado no HMP (Hospital Municipal de Paulínia) pelo menos em duas ocasiões.

Kelen relatou que o menino começou a passar mal no domingo (13) passado. Ele sentia dores de barriga e não queria se alimentar. Nícolas foi levado ao hospital e o médico que realizou atendimento receitou Dipirona e Prasil. Como não houve melhora e o quadro piorava, o garoto foi novamente levado ao hospital, na terça-feira (15). 

De acordo com Kelen, mais uma vez foi receitado Dipirona e dessa vez foi dado soro. O médico que atendeu Nícolas disse que se tratava de uma virose. Porém, a criança não apresentava avanços em seu estado de saúde e na quinta-feira (17) o menino foi levado mais uma vez ao HMP. Dessa vez, com o estado de saúde ainda mais agravado, e atendido por uma médica, Nícolas ficou internado e foi realizado um exame de Raio-X. 

Os profissionais que atenderam o estudante disseram que ele tinha uma pneumonia. Enquanto isso, a saúde de Nícolas piorava. Como em Paulínia não existe UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) Infantil, o pequeno foi levado para Jundiaí, para receber atendimento médico adequado, na sexta (18). 

Exames

Com exames mais completos, foi constatado, segundo a mãe de Nícolas, que ele não tinha pneumonia, como foi dito no Hospital de Paulínia, mas água no pulmão. Também foi constatado que os dois rins da criança não estavam funcionando. Tal fato não foi contado para a família da criança ou examinado no HMP. 

“Em Jundiaí, os médicos disseram que se desde o início o atendimento tivesse sido adequado, meu filho não teria morrido. A minha dor é enorme e vou processar os responsáveis. Em duas vezes, eles erraram ao cuidar do meu menino. Eles deram apenas Dipirona”, disse muito emocionada Kelen, que agora tem mais três filhos para criar. 

No domingo pela manhã, o pequeno sofreu uma parada cardíaca e morreu, no Hospital Universitário de Jundiaí, onde estava internado.  A dona de casa ainda contou que Nícolas era um garoto “feliz, alegre, que se alimentava bem e ótimo filho”. Ele completaria 10 anos no dia 12 de dezembro próximo. A criança foi sepultada na manhã de segunda-feira (21), em Paulínia. 

Outro lado

A Secretaria de Saúde de Paulínia informou, por meio da assessoria de imprensa da prefeitura, que está levantando as informações solicitadas pela reportagem e que responderá aos questionamentos o mais breve possível. Até a publicação do texto nenhuma resposta havia sido enviada. Já o Hospital Universitário de Jundiaí disse que na terça (22), pela manhã, envia uma resposta sobre o tema. A reportagem vai procurar também o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) para saber se haverá algum tipo de investigação sobre o caso. 

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