
Dom Quixote, personagem do genial escritor espanhol do século dezesseis Miguel Cervantes, saiu pelo mundo em busca de aventuras. O “Cavaleiro da Triste Figura” queria defender os órfãos, viúvas e oprimidos.
Também está registrado na Bíblia que “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo”, conforme está escrito no livro de Tiago capítulo 1, versículo 27.
Em um momento global de sofrimento, medo e tristeza, durante a pandemia do coronavírus, o prefeito de Monte Mor, Edivaldo Brischi (PTB), cometeu o pecado, ou grave falha moral, de expulsar seres humanos em situação de rua. O caso ganhou repercussão nacional.
De forma truculenta, as pessoas em vulnerabilidade social foram levadas, na marra, para Boituva. Os cidadãos, em questão, tiveram seus direitos básicos desrespeitados, e de forma crassa. Uma barbárie. Todos temos o direito de ir e vir, conforme consta na Constituição Federal.
“A minha cidade não pode virar um lixo”, disse o mau caráter, à época, para justificar seus atos repulsivos.
As vítimas de Brischi padecem de problemas relacionados à saúde pública, como o alcoolismo, adicção, doenças psiquiátricas, sofrimento emocional e abandono familiar. Todos mereciam atendimento médico especializado, humanizado e de apoio do Estado para conseguirem uma existência com mais afeto e acolhimento.
Como as pessoas expulsas de Monte Mor por Brischi estão agora? Será que estão ainda mais desesperadas? Qual o tamanho do trauma em seus corações e mentes? Será que ao serem expulsas perderam toda a esperança de vida? Talvez nunca saibamos as respostas de tais perguntas. Ao expulsá-los de forma vil, além de desrespeitar a lei, o prefeito revelou-se como um insolente covarde.
Como mencionado acima, a Bíblia e a literatura, de forma poética e lúdica, apresentam exemplos de conduta que são honradas. Mas o prefeito de Monte Mor preferiu caminhar na direção oposta. Importante ressaltar que, desde então, começou uma espécie de “inferno astral” para Brischi, que resultará em sua cassação. Isso chama-se Justiça.
Aliás, agentes públicos que desviam recursos públicos da saúde, como é o caso de Brischi, além de serem afastados de suas funções, precisam responder criminalmente pelos seus atos, inclusive, com a possibilidade de prisão.
Monte Mor precisa enterrar o retrocesso chamado Edivaldo Antônio Brischi e seguir por novas veredas, em que o ser humano, acima de tudo, é respeitado e o dinheiro público não é surrupiado.
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