
Depois de um bom tempo sem escrever na coluna Poder Zatum, retomo e pretendo manter a regularidade das publicações. Até cheguei a escrever alguns textos. No entanto, preferi refletir e estudar melhor o cenário. O objetivo, naturalmente, é sempre informar com qualidade.
Fatos
Então vamos ao que interessa: Du Cazellato (PSDB) assume o cargo de prefeito, na próxima sexta-feira (04), literalmente “pendurado”. O vencedor da eleição suplementar não é querido dentro do ninho tucano e a convenção que o escolheu candidato, no dia 25 de julho, poderá ser considerada nula pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo.
Possibilidades
Em Paulínia, Cazellato conseguiu decisão favorável da juíza Eleitoral Marta Brandão Pistelli, mesmo com parte do diretório local afirmando que a indicação foi “marmelada”. O caso foi judicializado e a previsão é que ainda no mês de outubro o caso seja julgado em segunda instância.
Situação
Caso a decisão dos desembargadores seja decisão desfavorável à turma de Cazellato, e essa possibilidade é grande, os votos que ele teve serão anulados e Paulínia mais uma vez viverá o drama da instabilidade política. O tucano assume, guardadas as devidas proporções, na mesma situação que Dixon Carvalho (Progressistas). Entra para cair.
Por falar nisso
Aliás, parte da equipe de Dixon está com Cazellato. O grupo do vencedor nas urnas também terá nomes ligados a José Pavan Junior (PSDB), como o simpático e competente advogado Leonardo Ballone, que deverá ser o Chefe de Gabinete. O único problema é que Ballone é odiado por parte do funcionalismo público, por conta da greve de 2011. Fora isso, ele é muito gente boa.
Pendurado
Seja como for, Du assume o posto de prefeito como um jogador de futebol que já tem um cartão amarelo, por conta da situação jurídica. Se vacilar, leva um vermelho e está fora. Apesar de ter ganhado a eleição, ainda não vi Cazellato ao lado de nenhum cacique tucano. Ele está isolado no PSDB. A realidade é dura, mas é essa.
Se ficar
Se o tucano ficar na cadeira, o presidente da Câmara Antonio Miguel Ferrari (DC), o Loira, não deverá facilitar as coisas. O racha entre os dois foi grande e muitas cicatrizes ainda permanecem abertas.
Fator Nani
Outro fator que deverá deixar Cazellato de cabelo em pé são as andanças de Edson Moura (MDB) e sua esposa Nani Moura (MDB), que de quase desconhecida em Paulínia e com uma campanha praticamente feita por amigos, ficou em segundo lugar, e detalhe, com uma votação expressiva.
Brilho
Nani durante o período eleitoral demonstrou que tem brilho próprio e ficou mais conhecida. Se o eleito não conseguir juntar pessoas em torno de seu projeto, dar respostas rápidas à população e construir uma boa relação com a Câmara, coisa que ele não fez na passagem passada como prefeito interino, ele chegará fragilizado em outubro de 2020 e não tenham dúvidas, Nani ganha a parada. Por hoje é só e até a próxima!!!
Para saber mais sobre a situação jurídica de Cazellato leia: https://www.zatum.com.br/noticia/768/justica-confirma-posse-de-du-cazellato-mas-decisao-em-segunda-instancia-pode-afasta-lo-do-cargo
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