
O mandarim da extrema direita, do negacionismo científico e das ideias amalucadas Olavo Carvalho morreu na madrugada desta terça-feira (25), em Virgínia, Estados Unidos, por conta de um quadro grave de saúde causado pelo coronavírus.
Enquanto estava vivo, Olavo divulgou os maiores impropérios sobre a vacina. Ele se referia à doença como o “vírus chines”, fazia troça da imunização, e valorizava remédios, como a cloroquina, que comprovadamente não tem nenhuma eficiência contra a covid-19.
Pois bem. Que “ironia do destino”, para usar um ditado clichê, mas que aplica-se perfeitamente à situação.
Negacionista, Olavo de Carvalho não se imunizou, e ainda incentivou tal postura insana. Dito e feito: bateu as botas por conta do tal do “vírus chines”.
Se tivesse tomado a vacina, poderia ficar vivo por mais alguns anos, para espalhar fake news e crendices do nível de que a terra é “plana”.
O que aprendemos com tudo isso? A ciência e o conhecimento empírico devem ser respeitados, especialmente em questões que envolvem a vida das pessoas. Tudo isso até para não ocorrer um outro ditado clichê na existência do falador de bobagens: “Não cuspas para o alto que cai na testa”.
E agora ainda temos essa situação ridícula, digamos assim, sobre a causa da morte não ser divulgada pelos familiares, para não “constranger o defunto”. Não se imunizar e morrer justamente de coronavírus é uma aventura similar ao caso do “Padre do Balão”. Pois é.
Pelo que se sabe, Olavo de Carvalho tomou e incentivou o uso da ivermectina. Não funcionou. Já os números demonstram que a vacinação em massa reduziu drasticamente as mortes entre os infectados pela Sars-Covs. Por exemplo, em janeiro de 2022, 90% dos mortos nos Estados Unidos são de pessoas não vacinadas.
Torço para que as pessoas reflitam muito sobre a morte de Olavo de Carvalho, que poderia ser evitada com duas ou três simples picadinhas ao longo dos últimos meses.
E de verdade, meus sentimentos aos familiares, amigos e seguidores. E se liguem: ciência é baseada em dados da realidade e funciona!!!
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