
Às 12h44 desta sexta-feira (01) mandei as seguintes perguntas para a Assessoria de Imprensa da Câmara:
"O presidente da Câmara de Paulínia, Fábio Valadão, vai se manifestar sobre a operação da Polícia Federal?
Qual o posicionamento?
Será aberto algum procedimento legislativo para apurar o caso?
Se não, por qual motivo?
Algum vereador já se manifestou?
Por qual motivo o silêncio?
Desde já grato!!!
Raoni Zambi
www.zatum.com.br"
Também mandei, por WhatsApp, a seguinte mensagem para a jornalista responsável pelo Departamento de Comunicação da Casa de Leis, Graziela Fávaro.
- Boa tarde...Mandei um e-mail. Será possível responder até às 18h? Obrigado.
Às 15h07, de forma ríspida, Graziela me enviou a seguinte mensagem pelo aplicativo:
- Me atende aí.
Por educação, decidi atender a ligação da talentosa colega.
No telefonema, Graziela disse que as “minhas perguntas são chatas”, proferiu ataques baratos contra a minha honra e alegou que a Câmara não tem nada a ver com a Operação Carga Implosiva, realizada em Paulínia no dia 21 de setembro. Por mais absurdo que seja, ela disse que o Legislativo e os vereadores nada tem a dizer sobre a situação.
Ora bolas, um ditado famoso sobre o papel social dos repórteres diz o seguinte:
“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.
O delegado Edson Geraldo de Souza afirmou, de forma categórica, que o ex-secretário de Obras de Du Cazellato (PL) , o espalhafatoso Marcelo Mello, coordenou um esquema fraudulento numa licitação de R$ 4,1 milhões.
De acordo com Souza, a licitação foi direcionada para uma empresa de Santa Catarina, que iria construir dois hospitais de campanha.
Com base em tudo isso, como a Câmara não tem nada a ver? Em que mundo Valadão e Graziela vivem? No reino do "juridiquês'', e "rachadinha''?, Ou do mal caratismo aliado ao fisiologismo, somados com nacos rechonchudos de omissão?
Não à toa, a Constituição Federal deixa bem nítido que a função dos vereadores é a de julgar, fiscalizar e legislar. Mas por qual motivo a Câmara se nega a fiscalizar o Poder Executivo?
Racismo Estrutural
Tenho notado, há tempos, que as Assessorias de Imprensa da Câmara e da Prefeitura de Paulínia são agressivas, imorais e sem nenhuma ética profissional, além de me tratarem com extremo desdém. Por qual motivo? Será pelo fato de eu ser um jornalista negro?
Se eu fosse branco o relacionamento seria diferente? Ou é pelo fato de publicar matérias lastreadas na verdade factual, mas que desagradam enormemente os chefes? Ou tudo isso junto e misturado?
No Brasil de 2021, ser negro, letrado, com alguma voz, e destemido, incomoda muita gente.
Reflitam sobre a “qualidade” dessa gente, que, por questões profissionais, tenho que manter algum tipo de contato na apuração dos textos que escrevo. É sempre um sofrimento abissal.
Tomarei a liberdade de recomendar o livro “Racismo Estrutural”, de Silvio de Almeida, e “Pequeno Manual Antirracista”, de Djamila Ribeiro, para os assessores de imprensa da Câmara e prefeitura. Se os coleguinhas quiserem, posso emprestar as obras. É só mandar um pedido, que entrego pessoalmente!
Retomemos:
E Valadão, qual o seu posicionamento sobre a Operação da Polícia Federal? Vai ficar em silêncio? E demais parlamentares, ninguém vai dizer nada?
O silêncio dos edis é um absurdo vergonhoso, levando em conta que a Polícia Federal esteve na prefeitura e na casa de integrantes do primeiro escalão de Cazellato para recolher mais provas da roubalheira. A missão dos senhores não é justamente fiscalizar?!
Tristemente, Paulínia tem uma Câmara composta por 15 omissos e covardes, que na verdade, estão interessados em “rachadinhas”, mensalinhos, demais vantagens indevidas e status, para mostrarem na cidade que são “otoridade”. O pior é que ainda existem jornalistas capachos para defendê-los.
Fora o prefeito, que, no mínimo, também é um omisso. Para não dizer outras coisas que, em breve, sabemos que vão acontecer.
Na próxima eleição, os eleitores precisam se lembrar de tudo isso!
Meu relato é duríssimo, mas é a mais cristalina e pura verdade. Todos sabemos disso. Até!


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