
Domingo é o dia mais esperado para uma democracia: eleições. Ao longo da campanha, tentei ilustrar de um forma clara e objetiva um outro olhar dessa caminha tão atípica na nossa cidade.
Ontem recebi um email de um leitor que acho muito pertinente para o momento.
* Ezequiel José do Santos, 35 anos, nascido em Paulínia, trabalhar autônomo.
O TEATRO DAS ILUSÕES
Luz, câmera, ação...as cenas são comuns e se repetem a cada quatro anos, a briga que se desenrola escancaradamente na disputa sem dúvida nenhuma é por poder. Isso não é novidade, dominar uma máquina bilionária faz as pessoas se submeter e se expor ao ridículo. As vidas antes privadas agora são expostas em redes sociais cruelmente e sem misericórdia e em grupos com mais de 20 mil membros, uma faísca num barril de pólvora. Quando as cortinas das campanhas eleitorais se abrem é inevitável as acusações, trocas de ofensa, e vasculhar a vida do oponente em busca de algo que seja motivo de descrédito é uma arma poderosa e vexatória, não se usa mais a educação -se alguém em algum momento a tevê perdeu- quando a largada foi dada? Quando a disputa começou? Valores morais e éticos? Quem precisa deles quando o prêmio é uma máquina bilionária?
O diretor de novela, Dennis Carvalho, em uma entrevista, para Tatá Werneck no canal de TV Multishow, ao apontar para as câmeras, cenário e todo o estúdio disse "isso tudo que vocês estão vendo é mentira é tudo ilusão e ficção nada é de verdade". Assim tem sido a política na cidade de Paulínia, montam-se um grande espetáculo, várias promessas -afinal eles falam o que o povo quer ouvir- é dado ao público o que enche os olhos, mas no final todos vão para casa vazios. Enquanto os grandes atores e diretores enriquecem com o dinheiro da bilheteria e dos patrocinadores.
Quem perde? O povo.
Sim, sempre é o povo que fica sem saúde, sem educação, sem moradia, sem saneamento básico, sem lazer, sem perspectiva de futuro...A cidade de concreto e aço, vai se deteriorando, o desespero e desemprego lotou o centro da cidade de ambulantes, os prédios históricos largados à própria sorte e quem diria a violência chegou a níveis alarmantes em nossa cidade, se olharmos para o passado teremos medo do futuro.
E por fim estou tentando achar aqui uma sugestão aos políticos, e tenho certeza de que falo em nome da população paulinense: “quando existir políticas verdadeiramente interessadas no nosso município, quando os políticos pararem de tentar cassar os mandatos uns dos outros e focar na recuperação da nossa cidade, daí então podemos voltar a acreditar no futuro e na política. E se a cidade de concreto e aço pudesse falar, contar suas frustrações em um livro hoje, o nome seria "memórias póstumas de Paulínia".
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