
Cazellato passará por uma monstruosa tormenta nos próximos meses. Contra o prefeito de Paulínia pesam denúncias gravíssimas de corrupção e, podem apostar, outras mais pesadas e desmoralizantes em breve vão emergir.
Somente no MP (Ministério Público), o “bom moço” é investigado por um escambo milionário entre dois terrenos, em que a municipalidade ficou no prejuízo, no mínimo, em R$ 2,4 milhões.
Há ainda, na promotoria, os inquéritos civis sobre a precarização da saúde pública e outro referente à falta de licitação no transporte público urbano.
Para complicar, o Chefe do Executivo é alvo da PF (Polícia Federal) numa ação sobre supostas falcatruas nos gastos durante a pandemia, na questão do hospital de campanha. O mar está revolto e furioso.
Fora os amigos que se tornaram inimigos, que são capazes de dar a vida, ou uma nau carregada de ouro, para lançar o prefeito em alto mar em dia de tempestade furiosa, sem bóia, coletes salva-vidas, ou qualquer socorro.
Há piratas sanguinários nas proximidades, todos sedentos por executar indizíveis desgraças.
Com tantos processos insolúveis na Justiça, alguns com provas cabais, as apurações na promotoria, a PF e os inimigos poderosos, Cazellato dificilmente terá habilidade e argumentos para safar-se, ou para nadar até um porto seguro.
Direi o óbvio: ele não fica até o final do mandato de quatro anos. Não terá fôlego para chegar até a areia, acreditem. Apostem.
Sabedor de tudo isso, o vereador Fábio Valadão (PL), por conhecer bem o governo, as marés do poder paulinense, e pelo conhecimento que detém das leis e suas consequências, aumentou suas aparições na mídia. É natural, do jogo.
Mirem só. Parece até que o parlamentar está em uma espécie de pré-campanha, acenando com frequência e método à tripulação. Só os navegantes de primeira viagem não perceberam.
Tubarão quando sente o cheiro de sangue na água fica agitado, afoito. Todo mundo sabe que o filho da valorosa e competente Dona Kika tem como objetivo de jornada ser o comandante chefe da embarcação.
Valadão já sabe que o cruzeiro de luxo, liderado por Cazellato, logo termina, de forma trágica. Nos bastidores, o político pode até a começar a conspirar, principalmente pelo cargo que ocupa. É normal, da vida.
Além disso, aparentemente, o atual presidente do Poder Legislativo tem todos os atributos para tal abocanhada: feição de golfinho “amorzinho”, bom de voto, culto e aparentemente uma vida cristalina.
Porém, a questão é que o parlamentar é um grande beneficiário de tudo que está aí, e que começou a derreter-se feito algodão doce na água. Ele até finge bem, mas é tão fisiológico e malandro como todos esses que estão nesse alagadiço imundo.
O tubarão logo virá lambari. Valadão ficará enrolado nas redes de nylon. Ele não consegue enganar mais ninguém.
Os eleitores darão uma guinada. O leme vai mirar para outros rumos. A ventania vai levar os embarcados para outros horizontes e perspectivas.
Até breve, marinheiros, marujos e até para os limpadores de convés, que nunca entendem o que escrevo.
Dica cultural para Cazellato e Valadão para o final de semana:
Prefeito, como sei que lê o que escrevo, escute neste final de semana a canção “É doce morrer no mar”, de Dorival Caymmy. Envio poesia e alento, antes do mar em fúria. Tal letra tem tudo a ver com a sua realidade.
Valadão, e se possível, por gentileza, peço que me desbloqueie de suas redes sociais. Um dia entrego a sua pesquisa. Política é assim. Ah, e ouça Dorival Caymmy.
Música para Valadão e, especialmente, para Cazellato.
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