
A situação é absurda e, tristemente, até engraçada. Na manhã desta sexta-feira (23), chuvosa, pessoas que pagaram os ônibus das linhas 163 e 120 do transporte público de Campinas tiveram que usar guarda-chuvas para se protegerem da água, já que literalmente chovia dentro dos coletivos.
Nas imagens recebidas pela reportagem, uma passageira está sentada e abre a sombrinha para não se molhar, com a goteira no telhado do coletivo.
Mas os problemas vão além: cotidianamente há atrasos, veículos quebram no meio do itinerário, e virou até comum ônibus pegarem fogo, o volante sair na mão do motorista, rodas se soltarem durante o trajeto e veículos quebrarem e os passageiros ficarem obrigados a seguir a pé. O estado de conservação dos ônibus é vergonha.
Aparentemente, o prefeito Dário Saadi (Republicanos) não está preocupado em resolver, de forma definitiva, o problema que prejudica, todos os dias, milhares de moradores da cidade. No início do mês, a gestão enviou mais R$ 24 milhões de subsídios para as empresas responsáveis pelo serviço, que é muito ruim.
Ver esse post no Instagram
Enquanto passageiros abrem guarda-chuvas dentro dos coletivos, os bastidores da mobilidade urbana revelam uma engrenagem financeira e operacional desgastada. A Prefeitura de Campinas injetou vultosos recursos para sustentar as concessionárias, mas os números do setor mostram o oposto de eficiência: são dezenas de milhares de penalidades aplicadas pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) nos últimos anos, impulsionadas por quebras diárias, falhas mecânicas e o descumprimento de partidas.
Na prática, a administração de Dário Saadi mantém um modelo onde o dinheiro público escoa em formato de subsídios milionários enquanto a frota circula no limite do esgotamento. Relatórios de fiscalização expõem falhas recorrentes em itens de segurança obrigatórios, elevadores inoperantes e coletivos que abandonam usuários no meio do trajeto por pane mecânica.
Mín. 18° Máx. 27°