
João Mota não é o único a cometer o crime da “rachadinha”. Mais parlamentares da Câmara de Paulínia praticam essa imoralidade com dinheiro público. Mas cinicamente fazem pose de honestos. Alguns até usam uma linguagem empolada, porém, na verdade, são bandidos.
Há casos de vereadores que obrigam seus assessores a dividirem os pagamentos com irmãos, irmãs, familiares e cabos eleitorais. Os mais canalhas pedem a grana e afirmam que é para o “ajudar o mandato”. Tudo é investigado pelo MP (Ministério Público) e está sob sigilo.
Raramente um vencimento polpudo fica com o comissionado. Isso mesmo: raramente.
Na Câmara, é mais fácil encontrar quem não fica com parte dos vencimentos dos assessores. A bandalheira é quase que geral. O prefeito Du Cazellato (PL) tem a “bancada da rachadinha”. Há provas robustas.
Os edis ficaram em silêncio no caso João Mota porque também tem culpa no cartório. No mínimo, um processo por quebra de decoro deveria ter sido instaurado sobre a questão. Mas quem tem moral para tanto no legislativo paulinense? Ninguém se atreveu a dar um relincho que fosse. Entendemos.
Como Mota caiu em desgraça, a ponta do novelo foi puxada. Tais servidores estão cansados de serem humilhados, explorados e tomaram coragem. Denúncias foram feitas. Novos depoimentos ocorrerão nos próximos dias.
Prevejo dias de tapinhas nas costas dos assessores, angústia, pânico, medo e, ironicamente, mais dinheiro no bolso dos comissionados.
A martelada na “bancada da rachadinha” de Cazellato virá. E será forte. Aguardem os próximos atos dessa ópera bufa, composta por alcaguetes e gatunos.
Outro Lado
A Câmara informou "manifesta sobre investigações em andamento em outros órgãos. O Poder Legislativo continuará à disposição da Justiça para todo e qualquer esclarecimento que se faça necessário".
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