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Polícia investiga suposta agressão contra menino com autismo em escola de Mogi Mirim

Responsáveis pela vítima registraram B.O (Boletim de Ocorrência) e o caso de lesão corporal é investigado pela Polícia Civil; paciente passou por exame de corpo de delito

17/06/2026 às 19h23 Atualizada em 17/06/2026 às 19h52
Por: Zatum Notícias Fonte: JOÃO PEDRO LACERDA
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Um dos hematomas no braço da criança (Crédito: Zatum Imagem)
Um dos hematomas no braço da criança (Crédito: Zatum Imagem)

Uma criança autista de nível 2 de suporte foi vítima de agressão dentro da clínica Fonte Viva, estabelecimento especializado no atendimento a pessoas com autismo, em Mogi Mirim. De acordo com relatos obtidos pela reportagem do Zatum Notícias, o episódio ocorreu enquanto funcionários tentavam conter o paciente durante uma crise. A criança gritou por mais de 30 minutos, e o barulho podia ser ouvido por pessoas que estavam do lado de fora do estabelecimento. Clique aqui, entre em nosso grupo de WhatsApp e receba as principais notícias da região em seu celular. 

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Segundo informações apuradas pela reportagem, o responsável pelo menor foi orientado pela equipe a aguardar do lado de fora sob a justificativa de que os profissionais controlariam a crise. Diante da persistência dos gritos após mais de meia hora, o familiar decidiu entrar no local.

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Ao se aproximar da sala, ouviu funcionários comentando que o menino estava na porta. Ao entrar no recinto, quatro pessoas que estavam com a criança se afastaram imediatamente, restando apenas duas envolvidas na contenção física. A vítima gritava que não estava conseguindo respirar, conforme relatado para o Zatum.

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Depois que o responsável conseguiu acalmar a criança, funcionários da clínica — incluindo gerentes e coordenadores — pediram desculpas pelo ocorrido. Eles alegaram que o paciente apresentava comportamento muito agressivo e que foi necessário aplicar o PCM (Protocolo Humanizado para Contenção de Crise). A equipe médica e administrativa afirmou possuir as certificações exigidas para realizar a manobra.

Investigação

Familiares informaram à reportagem que, poucos dias após o incidente, começaram a surgir manchas roxas nos braços e nas pernas da criança. Ao questionar a instituição sobre os hematomas, a família recebeu como resposta que a agressividade do paciente exigiu o uso de força na manobra de contenção, o que também provocou a dificuldade respiratória relatada. Diante dos fatos, os responsáveis registraram um BO (Boletim de Ocorrência) contra a escola, e o inquérito policial já está em andamento.

Posicionamento da clínica

Questionada pelo Zatum Notícias, a clínica Fonte Viva emitiu o seguinte esclarecimento oficial:

"A instituição coloca-se à disposição para prestar todos os esclarecimentos pertinentes acerca dos fatos ocorridos. Contudo, por opção da genitora, o recebimento das informações e do protocolo de manejo de crise deu-se por meio do aplicativo WhatsApp.

Ressalta-se que, caso necessário, a instituição dispõe de registros e evidências documentais que demonstram a ocorrência de comportamentos de autoagressão e heteroagressão apresentados pela vítima no ambiente familiar. Ademais, foram realizadas inúmeras tentativas de agendamento de orientações parentais, consideradas fundamentais para o manejo adequado das demandas apresentadas. Entretanto, em diversas ocasiões, os atendimentos foram desmarcados pelos responsáveis, impossibilitando a continuidade e efetivação das intervenções propostas.

A instituição reitera seu compromisso com a assistência integral, mantendo-se disponível para o fornecimento de esclarecimentos adicionais e para a continuidade das orientações necessárias aos responsáveis.

Att, Fonte Viva"

Nota da Polícia Civil

A assessoria de imprensa da SSP (Secretaria de Segurança Pública) enviou o seguinte posicionamento sobre o andamento das investigações:

"A Delegacia de Mogi Mirim investiga uma possível ocorrência de lesão corporal contra um menino de 10 anos, ocorrida em uma clínica localizada no bairro Chácara São Marcelo, em Mogi Mirim. O caso foi registrado no Plantão da Delegacia Seccional de Mogi Guaçu, que solicitou exames de IML (Instituto Médico Legal) à vítima e orientou sua representante sobre a necessidade de oferecer representação criminal, por se tratar de crime de ação penal condicionada, de acordo com a legislação vigente. A autoridade policial segue à disposição."

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