
A Polícia Civil esclareceu a identidade da mulher encontrada morta na manhã de domingo (17), às margens da Rodovia Santos Dumont (SP-075), em Campinas. A vítima é Maria de Fátima Matos da Silva, de 32 anos, moradora de Itu. O companheiro dela foi preso nesta segunda-feira (18) após confessar o feminicídio e a ocultação do cadáver.
De acordo com as investigações, o assassinato ocorreu dentro da residência do casal, em Itu, na noite de 12 de maio. O investigado alegou que matou a mulher após um desentendimento familiar.
"Segundo apurado, o investigado teria agredido a vítima, provocado sua queda na escada da casa e, em seguida, causado sua morte por estrangulamento, além de ter ocultado o corpo em diferentes locais em Itu antes de abandoná-lo em Campinas para despistar a Polícia Civil", informou a instituição em nota oficial.
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Durante o depoimento na delegacia, o homem apresentou versões contraditórias aos policiais, mas acabou confessando o crime. Diante das evidências, a Polícia Civil representou pelo pedido de prisão temporária do investigado.
O mandado foi expedido pela Justiça e cumprido por agentes da 3ª Delegacia de Polícia de Repressão a Homicídios Múltiplos da DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) de Campinas.
O corpo de Maria de Fátima foi localizado em uma área gramada adjacente à Rodovia Santos Dumont (SP-075), na altura do bairro Campo Belo, em um ponto oposto à cabeceira do Aeroporto Internacional de Viracopos, perto da Avenida 4.
A PM (Polícia Militar) informou que a vítima não portava documentos de identificação ou objetos pessoais no momento em que foi localizada. Devido ao estado avançado de decomposição, não havia sido possível realizar o reconhecimento imediato no local.
Agentes que preservaram a cena constataram indícios visíveis de violência física. O Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) foi acionado e encaminhou o corpo ao IML (Instituto Médico Legal) para a realização de exames necroscópicos.
O boletim de ocorrência havia sido formalizado inicialmente como homicídio pelo 9º DP (Distrito Policial) de Campinas, com apoio da Delegacia de Homicídios local, antes de o caso ser totalmente elucidado pela equipe especializada da DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
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