
O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) ajuizou, nesta semana, uma ação civil por improbidade administrativa contra o vereador Edison Ribeiro (União), seu filho André Ribeiro e Guilherme do Prado, ex-servidor comissionado na Administração Regional da AR13. O órgão pede o ressarcimento dos danos causados ao município e a perda do mandato do parlamentar.
De acordo com a denúncia, os investigados são acusados de praticar rachadinha — prática em que servidores comissionados são obrigados a devolver parte dos salários como condição para manterem os cargos. O MP também aponta uso indevido de máquinas da AR13 sem autorização da Prefeitura para a realização de um show no bairro Satélite Íris.
A investigação colheu provas e depoimentos nos quais os próprios comissionados confessaram que devolviam parte da remuneração e que essa era a exigência para serem contratados.
Na ação, o MP detalha o histórico dos denunciados. A família Ribeiro já responde a outros processos criminais e civis por improbidade, incluindo a cobrança indevida de asfalto em uma área de preservação no Campo Grande. Na ocasião, a obra teria utilizado máquinas da AR13, com suposta participação do administrador regional à época.
Entre os pedidos da ação, estão o bloqueio de bens dos envolvidos, incluindo uma mansão, a quebra de sigilo bancário, a perda do mandato do vereador e a suspensão dos direitos políticos por 14 anos.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do parlamentar. A matéria segue aberta e será atualizada cada haja um posicionamento.
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