
Um imbróglio envolvendo a administração municipal e o tradicional Cerâmica Clube (clube privado e particular) tem gerado indignação em Mogi Guaçu. O terreno da antiga Cerâmica Martini, cuja massa falida teve a área cedida pelo prefeito Rodrigo Falsetti para uso do clube, é alvo de denúncias de desvio de finalidade.
De acordo com o decreto de concessão, a área deveria ser destinada à criação de um bosque, proporcionando à população um novo local de lazer e entretenimento. O projeto previa a implantação de área verde, quadras esportivas, instalação de bancos e outras benfeitorias públicas.
Desvio de Finalidade
Contrariando as diretrizes estabelecidas para o uso do espaço público, a diretoria do Cerâmica Clube está sendo acusada de utilizar o terreno exclusivamente como estacionamento privado para seus sócios. Além da irregularidade no uso, as denúncias apontam que a atividade ocorre sem o devido alvará de funcionamento.
A situação tem causado transtornos diretos à vizinhança. O proprietário de um prédio comercial localizado na Rua Luiz Martini, 280, afirma estar sendo prejudicado pela operação irregular do estacionamento ao lado de seu imóvel, onde legalmente deveria existir um bosque preservado.
Vídeo mostra movimentação
Registros em vídeo feitos no local mostram que o espaço, que deveria ser um refúgio de lazer para os cidadãos de Mogi Guaçu, está repleto de veículos, confirmando a denúncia de que o lazer da população foi substituído por vagas privativas.
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Apelo à Fiscalização
Diante das irregularidades, o pedido é para que a população e os órgãos competentes, como a Prefeitura Municipal e o MP (Ministério Público), intervenham no caso. A denúncia formalizada busca garantir que o interesse público prevaleça sobre interesses particulares e que o terreno retome sua finalidade social e ambiental original.
O espaço segue aberto para manifestações da diretoria do Cerâmica Clube e da Prefeitura sobre o caso.
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