
A Prefeitura de Hortolândia confirmou que o vice-prefeito Cafu César (PSB) reassumiu o cargo após autorização da Justiça. Ele estava afastado desde novembro de 2025, quando foi preso durante uma operação da Polícia Federal que apura um esquema de fraudes em licitações públicas no
Cafu foi preso em 12 de novembro. Seis dias depois, a Câmara Municipal aprovou seu afastamento sem remuneração. Em dezembro, a Justiça revogou a prisão preventiva por meio de habeas corpus, mas impôs medidas cautelares ao vice-prefeito.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) analisou um novo recurso e revogou parte dessas restrições, incluindo o afastamento das funções públicas. Com isso, as medidas vigentes atualmente são:
· comparecimento mensal em juízo;
· retenção do passaporte;
· proibição de contato apenas com os demais investigados do caso (e não mais com qualquer agente público).
Segundo a Polícia Federal, Cafu César direcionava licitações e a liberação de pagamentos para a empresa Life Tecnologia Educacional, recebendo vantagens indevidas. Há indícios de que ele teria embolsado pelo menos R$ 2,4 milhões.
O MPF (Ministério Público Federal) acrescenta que o vice-prefeito fez compras de artigos de luxo no valor de R$ 2,9 milhões, pagou R$ 1,2 milhão à vista por um imóvel e teve acesso a uma BMW 320i por meio da empresa envolvida no esquema.
A investigação também revela que a organização criminosa utilizava lobistas para intermediar contatos entre a Life e o poder público. O dinheiro arrecadado era lavado por meio de doleiros, que transformavam os valores em espécie para o pagamento de propinas.
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