
É com uma indignação que não cabe no peito que eu, Adriana Rocha Rocha, trago hoje uma reflexão necessária sobre o que aconteceu com a Gisele, uma mulher de carreira brilhante na Polícia Militar, vítima de um narcisista dissimulado que tentou inverter a culpa e apagar sua dignidade através de um controle doentio.
O que mais nos revolta é ver trajetórias exemplares como a dela e a da Comandante Deyse Barbosa serem interrompidas de forma tão triste, justamente quando essas mulheres chegaram ao topo para incentivar outras e mostrar a força feminina em espaços de poder.
Essas guerreiras conquistaram seus postos com mérito e serviam de inspiração até para seus próprios parceiros, mas infelizmente tiveram seus sonhos ceifados por homens que, agindo em casos isolados, traíram o juramento de proteção que a farda exige.
É preciso deixar claro que essas tragédias não refletem o caráter da nossa Polícia Militar ou da nossa Guarda Municipal, instituições que respeitamos e que são formadas por homens e mulheres de honra, mas não podemos fechar os olhos quando o perigo vem de dentro da própria guarnição. Qual é o exemplo que fica quando aquele que deveria dar o exemplo de conduta e proteção usa sua posição para oprimir e silenciar?
O comportamento de "macho alfa" e a dissimulação desses agressores são o que estamos combatendo com rigor, pois a lei deve ser implacável, especialmente quando o crime acontece dentro das fileiras que deveriam guardar a sociedade. O narcisismo mata e a nossa segurança não pode depender da vaidade de quem se acha dono de outra vida sob o pretexto de ser superior, por isso sigo aqui, no meu conteúdo e no Zatum Notícias, exaltando os bons profissionais da segurança, mas batendo de frente com esses casos independentes que destroem carreiras que eram luz para tantas outras mulheres.
A nossa união é a única arma para que nomes como Gisele e Deyse não sejam esquecidos e para que o respeito seja a única regra, independentemente de patente ou cargo, pois o verdadeiro valor de um homem está no caráter e não na força que ele usa para tentar apagar o brilho de quem ele deveria admirar.
Adriana Rocha Rocha
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