
A policial militar Gisele Alves foi morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, na capital paulista. Ele foi preso suspeito de feminicídio, violência doméstica e fraude processual. De acordo com a decisão que autorizou a prisão, um laudo pericial apontou manchas de sangue espalhadas por outros cômodos do imóvel, indicando que a vítima foi imobilizada por trás e baleada.
A perícia concluiu que o agressor usou a mão esquerda para segurar Gisele pelo rosto, enquanto com a direita direcionou uma pistola Glock calibre .40 de propriedade do oficial contra a têmpora direita dela. O disparo teve trajeto ascendente e da direita para a esquerda.
Ainda segundo a perícia, o corpo de Gisele foi movimentado e a arma colocada em sua mão para simular um suicídio. O investigado também teria demorado a acionar o socorro, possivelmente para limpar vestígios da cena do crime.
Laudos toxicológicos não apontaram consumo de álcool ou drogas por parte da vítima. Gisele chegou a ser socorrida e encaminhada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O advogado Eugênio Malavasi, que representa o tenente-coronel, classificou a prisão como ilegal. “Não há fundamentação para a decretação da prisão. Sem entrar no mérito, a Justiça Militar não é competente para determinar medidas invasivas, pois a competência é da Justiça Comum”, afirmou.
A prisão de Geraldo Leite Rosa Neto foi determinada pela Justiça Militar, após encaminhamento do Ministério Público com base no inquérito da Polícia Civil. Ele permanecerá detido no presídio militar Romão Gomes, na zona norte da capital.
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