
A cidade de Americana registrou mais uma morte em decorrência do grave acidente de trânsito ocorrido na madrugada de terça-feira (17), no Jardim Ipiranga. Lídia Moraes Aguiar, de 15 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu na tarde desta quarta-feira (18) no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, onde estava internada em estado gravíssimo na UTI.
A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do município. De acordo com o hospital, a adolescente deu entrada com politrauma e recebeu atendimento intensivo desde o momento da chegada. “A equipe médica empenhou todos os esforços possíveis para estabilizá-la, mas, apesar das tentativas, não foi possível reverter o quadro”, diz a nota oficial.
Lídia era a segunda ocupante do veículo a morrer em decorrência do acidente. Na madrugada de terça, Maria Eduarda de Souza Almeida, também de 15 anos, chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na unidade de saúde.
As duas adolescentes eram estudantes da Etec Polivalente de Americana. Em notas de pesar, a escola lamentou profundamente as perdas e prestou solidariedade às famílias.
A colisão aconteceu por volta das 0h45 na Rua Igaratá, quando um GM Vectra ocupado por sete pessoas bateu lateralmente contra um poste. Equipes de resgate foram acionadas e encaminharam as vítimas para hospitais da região. Entre os ocupantes estavam adolescentes, amigas da filha do condutor.
A perícia esteve no local e constatou a perda total do veículo, que foi removido por guincho. Dentro do carro, a Polícia Militar apreendeu uma porção de maconha com cerca de 10 gramas.
O condutor, um homem de 40 anos, foi preso em flagrante e responde por homicídio culposo na direção de veículo, lesão corporal culposa e porte de entorpecentes para consumo próprio. Durante a audiência de custódia, a Justiça concebeu liberdade.
Em depoimento, ele afirmou que levou as duas filhas e a companheira a um bloco de Carnaval em Santa Bárbara d’Oeste e, posteriormente, retornou ao evento para buscar uma das filhas, ocasião em que deu carona a quatro amigas dela.
Disse que, nessa segunda ida, ingeriu apenas um copo de suco de uva que poderia conter bebida alcoólica, mas sem saber a quantidade ou o tipo. Negou ter consumido entorpecentes e afirmou estar em tratamento com cetoprofeno para sinusite.
O motorista alegou que perdeu o controle da direção ao frear o veículo em um semáforo, momento em que o carro teria deslizado e batido contra o poste. Disse ainda desconhecer a origem da maconha encontrada no interior do veículo.
Embora o exame clínico inicial tenha dado negativo para embriaguez, o boletim de ocorrência aponta que o condutor apresentava sinais visíveis de ingestão de álcool, como olhos avermelhados e hálito etílico. Uma amostra de sangue foi coletada para contraprova, e o resultado deve apontar se havia teor alcoólico no organismo no momento do acidente.
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