15°C 25°C
Campinas, SP
Publicidade

Candomblé: aos 106 anos, morre Bangbala, o ogan mais velho do Brasil

Bangbala estava internado desde 31 de janeiro no Hospital Municipal Salgado Filho, na Zona Norte do Rio, em decorrência de uma infecção renal

18/02/2026 às 02h41 Atualizada em 18/02/2026 às 02h43
Por: Zatum Notícias Fonte: Agência Brasil
Compartilhe:
Luiz Ângelo da Silva, o Ogan Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil (Crédito: Divulgação)
Luiz Ângelo da Silva, o Ogan Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil (Crédito: Divulgação)

Morreu no último domingo (15), no Rio de Janeiro, aos 106 anos, Luiz Ângelo da Silva, o Ogan Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil. O corpo do religioso foi sepultado nesta terça-feira (17), no Cemitério Jardim Mesquita, na Baixada Fluminense.

Continua após a publicidade

Bangbala estava internado desde 31 de janeiro no Hospital Municipal Salgado Filho, na Zona Norte do Rio, em decorrência de uma infecção renal. A morte foi comunicada nas redes sociais pela viúva, Maria Moreira, em uma emocionada homenagem.

Continua após a publicidade

“Hoje o candomblé perdeu uma das figuras mais importantes, o Comendador Ogan Bangbala, o mais velho ogan do Brasil, o mestre dos mestres. Meu coração sangra de tanta dor, vá em paz meu amor, meu orgulho, meu mestre”, escreveu.

Continua após a publicidade

Nascido em Salvador, em 21 de junho de 1919, Bangbala foi iniciado ainda jovem no candomblé, assumindo a função de ogan — responsável por tocar os atabaques e comandar o ritmo das cerimônias de recepção dos orixás. Mais tarde, mudou-se para Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde viveu até o fim da vida.

Ao longo de mais de oito décadas dedicadas à religião, Bangbala se tornou uma referência não apenas nos terreiros, mas também na cultura afro-brasileira. Foi um dos fundadores do afoxé Filhos de Gandhy no Rio de Janeiro e gravou dezenas de álbuns com cânticos em iorubá.

Em 2014, recebeu a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República. Também foi homenageado pela escola de samba Unidos do Cabuçu, em 2020, e tema de uma exposição no Centro Cultural Correios, em 2024.

Para o babalorixá Ivanir dos Santos, Bangbala foi “o grande griot das nossas tradições, não só dos ritos dos orixás, mas também dos ritos fúnebres”. O termo “griot” remete aos guardiões da memória e da oralidade entre os povos africanos.

“Ele nos deixou, mas vai sempre continuar presente aos nossos afazeres, no dia a dia dessas práticas. Agora ele também é um ancestral nosso. Que continua nos iluminando e sendo presente nas nossas ações dentro das casas de candomblé, dos blocos afros, dentro dessa cultura tão vasta que marca a identidade do povo afro-brasileiro”, afirmou.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Campinas, SP
15°
Tempo limpo

Mín. 15° Máx. 25°

14° Sensação
1.6km/h Vento
74% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h49 Nascer do sol
17h36 Pôr do sol
Qua 24° 13°
Qui 24° 10°
Sex 26° 12°
Sáb 28° 14°
Dom 23° 16°
Atualizado às 07h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,13 +0,00%
Euro
R$ 5,89 -0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 343,060,72 -1,68%
Ibovespa
172,447,58 pts -0.93%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade