
A crônica esportiva de 2026 exalta Flamengo (Clube de Regatas do Flamengo como um time invencível, inabalável, imbroxável. No entanto, a realidade do campo diz o contrário. O São Paulo mesmo com um elenco mais modesto e atravessando crises administrativas e financeiras, superou o time carioca por 2 a 1, em pleno Morumbi, na estreia do Campeonato Brasileiro.
Neste domingo (01), o cenário se repetiu. O Corinthians Paulista venceu a Supercopa Rei em Brasília por 2 a 0. É notório que o rubro-negro detém o melhor elenco do país, mas o futebol é decidido em 90 minutos — e, neles, nem sempre o favoritismo se traduz em placar.
Lucas Paquetá retornou à Gávea pela bagatela de R$ 240 milhões. No momento decisivo da partida, já no segundo tempo, o jogador que ostenta o título de maior contratação da história do futebol brasileiro desperdiçou uma chance clara dentro da pequena área. Naquele instante, de nada valeram as dancinhas para o Instagram. Paquetá bateu mal; a bola subiu, ignorou a trave e foi isolada.
Do outro lado, Yuri Alberto — que não possui o mesmo refinamento técnico de Paquetá e dificilmente estará na Copa do Mundo — mostrou-se letal. Com frieza, marcou um gol antológico ao encobrir o goleiro Rossi, selando o destino da partida.
Mesmo com a superioridade técnica e um banco de reservas repleto de soluções, a lógica tem sucumbido ao imprevisível. A vitória no futebol, assim como as conquistas na vida, exige mais do que cifras: depende de determinação, esforço, resistência e brio. Por isso, o Tricolor e o Timão bateram o gigante da Gávea. Quem vem de baixo e conhece a realidade da guerra sabe que, na existência, nem sempre o melhor vence, mas sim quem mais deseja a vitória.
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