
Relatórios da PF (Polícia Federal) detalham um esquema de corrupção que teria operado no núcleo do governo municipal de Sumaré. Segundo as investigações, José Aparecido Ribeiro Marin, conhecido como Zinho, ex-secretário de Educação e figura central no grupo político da família Dalben, teria recebido dinheiro em espécie em pelo menos 26 ocasiões. O dado alarmante é que as entregas ocorreriam dentro da própria sede da administração municipal.
Zinho, que esteve à frente da Secretaria Municipal de Educação, entre 2022 e 2024, na gestão de Luiz Dalben (PSD), é apontado pelos investigadores como peça-chave em um esquema de fraudes em licitações. O foco das irregularidades seriam contratos de valores vultosos destinados à compra de materiais didáticos para a rede pública de ensino.
As evidências colhidas pela inteligência da polícia revelam um modus operandi específico:
Mensagens Criptografadas: o uso do termo "café" era recorrente em comunicações para se referir ao pagamento de propina.
Informação Privilegiada: mensagens interceptadas mostram que os envolvidos sabiam antecipadamente quando o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) liberaria repasses milionários para o município.
Frequência: registros indicam encontros assíduos para a contabilização e entrega dos valores ilícitos.
O desdobramento faz parte da Operação Coffee Break, que mira o desvio de verbas públicas em diversas cidades da região. Em nota, a defesa de José Aparecido Ribeiro Marin informou que aguarda o acesso integral aos autos do processo para se manifestar sobre o conteúdo das acusações.
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