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Delegada recém-empossada em SP é presa por suspeita de ligações com o PCC

De acordo com as investigações, Layla Lima Ayub mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes da organização criminosa

17/01/2026 às 05h29
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
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Layla Lima Ayub mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes da organização criminosa (Crédito: Arquivo Pessoal)
Layla Lima Ayub mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes da organização criminosa (Crédito: Arquivo Pessoal)

Uma delegada da Polícia Civil de São Paulo, empossada há menos de um mês, foi presa temporariamente na sexta-feira (16) durante uma operação do Ministério Público Estadual. Ela é investigada por supostamente advogar para a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), violando as leis que proíbem o exercício da advocacia por delegados.

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De acordo com as investigações, Layla Lima Ayub mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes da organização criminosa. O Ministério Público apura que, apenas nove dias após sua posse no dia 19 de dezembro do ano passado, a delegada teria atuado irregularmente na defesa de um suspeito ligado ao PCC em uma audiência de custódia no Pará. A conduta é vedada pelo Estatuto da Advocacia e por normas internas da corporação.

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A operação revelou ainda a conexão da delegada com o criminoso Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como "Dedel", apontado pelas autoridades como um dos chefes do tráfico de armas e drogas em Roraima e integrante do PCC. Ele, que aparece em fotos ao lado de Layla durante a cerimônia de posse no Palácio dos Bandeirantes, também foi preso temporariamente.

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O casal responde na Justiça pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além dos mandados de prisão, a operação cumpriu sete ordens de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá (PA). Um dos locais vasculhados foi a Academia da Polícia Civil, no Butantã, onde a delegada mantinha um armário.

A prisão temporária de Layla foi decretada pela Justiça a pedido do MP-SP, que investiga a extensão de suas ações em benefício da facção desde que assumiu o cargo público.

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