
A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a terceira etapa da Operação Coffee Break. O objetivo desta fase é aprofundar as investigações sobre um esquema de corrupção e fraudes em processos licitatórios. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Sumaré e Jundiaí.
Embora não tenham ocorrido prisões nesta data, a Justiça Federal autorizou medidas de constrição patrimonial, resultando no bloqueio de bens dos envolvidos para garantir o ressarcimento aos cofres públicos. Em Sumaré, os agentes apreenderam armas e munições durante as buscas.
Histórico
A ofensiva é um desdobramento da operação iniciada em 12 de novembro, que mobilizou uma estrutura robusta para combater o desvio de recursos públicos. Na ocasião, a PF contou com o apoio da CGU (Controladoria-Geral da União) e da PM (Polícia Militar) para cumprir 50 mandados de busca e seis prisões preventivas em São Paulo, Paraná e no DF (Distrito Federal).
Entre os principais fatos do histórico da investigação, destacam-se:
Prisões em Hortolândia: Em fases anteriores, o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB), e o secretário de Educação, Fernando Moraes, foram detidos.
Decisão Judicial: Em dezembro, a 11ª Turma do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) revogou a prisão preventiva do vice-prefeito, substituindo-a por medidas cautelares.
Crimes investigados
De acordo com as autoridades, o grupo é suspeito de organizar um esquema para direcionar licitações e desviar verbas. Os investigados podem responder por uma série de delitos graves, incluindo: Corrupção ativa e passiva, Peculato e lavagem de dinheiro; Fraude em licitação e contratação direta ilegal.
As investigações prosseguem para identificar outros possíveis integrantes e o volume total dos recursos desviados.
Mín. 15° Máx. 25°