
Uma crise que coloca em risco o atendimento de urgência em sete cidades de São Paulo e Minas Gerais está prestes a eclodir. Os profissionais de saúde do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) da Baixa Mogiana e de outros serviços geridos pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde “8 de Abril” decidiram entrar em estado de greve, com paralisação marcada para a próxima sexta-feira (12).
A decisão, confirmada pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Mogi Guaçu e Região (Sindiçu), foi tomada em assembleia no dia 19 de dezembro e atinge diretamente o coração do atendimento emergencial.
A possível paralisação atingirá em cheio o Samu Regional, responsável pelo socorro imediato em Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Itapira e Estiva Gerbi. O movimento também abrange profissionais de saúde que atuam em Conchal, Sumaré, Monte Mor e Albertina (MG).
De acordo com o sindicato, a greve é o último recurso após o completo esgotamento das negociações. Em nota, o Sindiçu acusa a gestão do consórcio, presidida pelo prefeito de Mogi Mirim, Paulo Silva (PDT), e com vice-presidência do prefeito de Itapira, Toninho Bellini (PSD), de falta absoluta de disposição para o diálogo.
"A ausência de negociação e de vontade para construir soluções transferiu à administração a total responsabilidade por esta escalada do conflito", afirma a entidade. Durante o "estado de greve", os profissionais manterão mobilização permanente para cobrar garantia de direitos, melhores condições de trabalho e respeito.
O sindicato classifica a paralisação como uma medida extrema, adotada somente quando todas as portas foram fechadas. A principal bandeira do movimento é a busca por condições dignas de trabalho e a valorização dos profissionais que estão na linha de frente de um serviço público e essencial, responsável por salvar vidas diariamente.
A população das cidades envolvidas agora aguarda, sob tensão, o desfecho de um impasse que pode deixar suas emergências médicas sem a primeira e mais crucial resposta.
É um aviso legal prévio à paralisação total. Neste período, a categoria se mantém mobilizada e em alerta, enquanto aguarda uma resposta da administração. Se não houver acordo, a greve efetivamente se inicia na data marcada.
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