
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido a uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral na manhã desta quinta-feira (25), em Brasília. O procedimento, realizado no Hospital DF Star, durou cerca de três horas e, segundo informações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, transcorreu sem complicações.
A condição, que provoca uma protuberância na virilha devido ao deslocamento de um tecido abdominal, levou à internação do ex-presidente na véspera do Natal (24) para a realização de exames pré-operatórios. Os testes confirmaram que ele estava apto para a intervenção cirúrgica.
Para deixar temporariamente a carceragem da Polícia Federal, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro precisou de uma autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O entorno do hospital recebeu a presença de alguns apoiadores, que fizeram orações e levaram uma bandeira do Brasil, além de policiais militares.
A equipe médica, liderada pelo cirurgião Claudio Birolini, optou por uma técnica cirúrgica tradicional em vez de um método laparoscópico (menos invasivo). A decisão, segundo o médico, levou em conta o histórico de outras operações às quais Bolsonaro já foi submetido.
Após a cirurgia, o ex-presidente passou por um período de recuperação da anestesia geral, que dura entre 1h30 e 2h. A previsão é que a internação hospitalar se estenda de cinco a sete dias para monitoramento pós-operatório.
Em boletim médico divulgado no dia 24, o hospital informou que Bolsonaro foi admitido "para realização de procedimento de herniorrafia inguinal bilateral" e que, após avaliações, foi considerado apto para o procedimento.
O cirurgião Claudio Birolini também mencionou que, nos próximos dias, será avaliada a possibilidade de um procedimento complementar não cirúrgico para tratar as crises de soluço que afetam o ex-presidente.
A intervenção em estudo é um bloqueio anestésico do nervo frênico, que controla o diafragma. "Precisa ver realmente se isso justifica o benefício, o risco", declarou o médico, ressaltando que se trata de um procedimento seguro, mas não padrão para o tratamento de soluços. A decisão será tomada após a reavaliação do paciente no pós-operatório da cirurgia de hérnia.
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