
Uma nova força musical está prestes a entrar em cena. Nascida da união de nove músicos do interior de São Paulo, a Contrabando Orquestra promete sacudir o cenário artístico com um conceito ousado: a fusão de timbres orgânicos de sopros e percussão com a eletricidade de guitarras, baixo e sintetizadores.
Inspirada no Movimento Antropofágico – que pregava "devorar" a cultura estrangeira para criar uma arte genuinamente brasileira –, a orquestra faz jus ao nome. Seu som é um verdadeiro "contrabando" de influências, que vai do Afrobeat e do jazz aos ritmos dos Bálcãs, passando pelo rock e se fundindo a raízes brasileiras como samba, forró, ijexá e afoxé.
O resultado é uma sonoridade ambígua, cativante e profundamente dançante. No palco, trompete, trombone, saxofones e flauta transversal dialogam com pedais de efeitos, criando arranjos incrementados e uma atmosfera multicultural, sempre conduzida por uma base percussiva envolvente.
"É a antropofagia em forma de música", pode-se dizer. O repertório transita entre canções poéticas – com temas que vão das matrizes africanas ao autoconhecimento – e peças instrumentais com melodias cativantes e ritmos quase mântricos.
A estreia oficial da formação está marcada parasexta-feira, 20 de dezembro, no Piano Piano Jazz Club, em Serra Negra. Já a primeira apresentação de 2026 acontece no dia 9 de janeiro, no Rudrass, em Barão Geraldo, Campinas.
A Contrabando Orquestra é composta por:
· Giovani Loner (trombone, direção musical, composição e arranjo)
· Maicon Braga (vocal e guitarra)
· João Marcelo Gomes (bateria)
· Lucas Bidoia (percussão)
· Neto Mantovani (teclado)
· Wagner Perondini (trompete)
· Giovanni Della Guardia (saxofone barítono)
· Danilo Ciolfi (saxofone tenor)
· Diego Mozer (contrabaixo elétrico)
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