
Na quinta-feira (06) da semana retrasada, o vereador João Mota (PSDC) recebeu promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado) em sua casa, para uma ação de busca e apreensão. Integrantes da PM (Polícia Militar) também participaram da visita indesejada. Dois celulares do político foram apreendidos. A casa caiu.
De acordo com o MP (Ministério Público), existem 78 provas de que João Mota ficava com parte dos salários de uma ex-secretária, que, depois de demitida denunciou o esquema de “rachadinha”. O caso é público e notório.
Em qualquer Câmara do mundo, em que existisse o mínimo de honradez, respeito ao dinheiro dos cidadãos, dignidade e sentimento de espírito público por parte dos parlamentares, João Mota seria investigado pelos pares por suposta quebra do decoro parlamentar. Uma CP (Comissão Processante) seria ser aberta para apurar as graves denúncias.
Mas na Câmara de Paulínia nada será feito. O nobre vereador e presidente da Casa de Leis, Fábio Valadão (PL), está em completo silêncio.
Para piorar, Valadão é um habilidoso operador do Direito e conhece como poucos o Regimento Interno e a LOM (Lei Orgânica Municipal) de Paulínia. Ele sabe o que deveria ser feito, qual seria a obrigação e os procedimentos jurídicos que deveriam ser tomados em nome da legalidade.
Porém, como é omisso, não faz nada. Assim, ele apoia o mal feito. O discurso dele é bonito e para “inglês ver”. Mas na prática, impera o fisiologismo, interesses pequenos, canalhices de toda sorte e a corrupção . Valadão é um hipócrita, como milhares que existem em nossa combalida política nacional.
Os demais vereadores agem com corporativismo e igualmente estão em silêncio. Talvez porque também pratiquem a “rachadinha”. São iguais. Siameses. O silêncio de todos demonstra bem a “qualidade” de parlamentares que temos na cidade.
A notícia boa é que “rachadinha” dá cadeia e o Gaeco está de olho. Aguardem os próximos capítulos.
Outro lado
Por meio de uma nota "cara de pau", Fábio Valadão teve a coragem de informar o seguinte:
"A Câmara Municipal de Paulínia informa que até a presente data não foi notificada oficialmente sobre a existência de qualquer processo por quebra de decoro envolvendo Vereadores de Paulínia.
Assim sendo, não existe qualquer procedimento interno instaurado.
Por fim, reforçamos que estamos à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários".
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