
A aventureira Mariana Conti está há 30 dias passeando de barco e fazendo vídeos no Mar Mediterrâneo, com a intenção de lacrar e aumentar engajamento nas redes sociais. Em 2026, ela deverá ser candidata a deputada. Por isso, é necessário aparecer, e muito. Trata-se de uma grave deformidade moral usar a tragédia palestina para conquistar votos.
Antes com mandato um pífio, com pautas genéricas e até amalucadas, no Instagram a vereadora tem colhido frutos por imitar o parvo rei Dom Sebastião, que foi lutar uma guerra inglória contra árabes e morreu, no século XVI. Mariana aumentou de forma exponencial as curtidas, comentários e compartilhamentos. A canalhice também dá lucros.
Eleita para a Câmara de Campinas, a parlamentar do Psol está sem trabalhar para o povo que a elegeu. A prioridade de Mariana deveria ser os problemas, que não são poucos, dos moradores da Cidade das Andorinhas.
Por aqui, dezenas de mulheres são vítimas de violência doméstica, feminicídios, o Centro campineiro está tomando por dependentes químicos, há falta de exames e consultas médicas, cirurgias simples estão atrasadas, ruas estão esburacadas, é necessário melhorar as condições de trabalho dos servidores públicos e fiscalizar de forma mais aguerrida o poder executivo, entre outras prioridades, por exemplo.
Mas tais questões, para as quais Mariana foi eleita para combater, não dão o mesmo engajamento e visibilidade do que fazer média em alto mar, para postar no Instagram. O Exército criminoso de Benjamin Netanyahu não permitirá que as embarcações, da flotilha humanitária Global Sumud, cheguem até a Faixa de Gaza. Além de tudo, o esforço para entregar alimentos e recursos tem sido em vão.
Aliás, já houve a interceptação dos navios e a “sequestrada” disse que “está bem na medida do possível”, conforme coluna de Lauro Jardim.
O órgão competente para se manifestar sobre tais questões é o Itamaraty, que tem dado o tom adequado nas críticas contra o genocídio promovido pelo Estado de Israel contra os palestinos. O que passa disso, é resenha de péssimo gosto e lacração eleitoreira.
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