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PF deflagra operação contra roubo de cargas; líder de Mogi Guaçu está foragido

Grupo é acusado de 26 roubos e 1 furto no interior de SP e em Minas Gerais; prejuízo estimado em R$ 18 milhões

17/09/2025 às 11h43
Por: Zatum Notícias Fonte: Da Redação
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PF em Mogi Guaçu, nesta quarta-feira (17) (Crédito: divulgação)
PF em Mogi Guaçu, nesta quarta-feira (17) (Crédito: divulgação)

A PF (Polícia Federal) iniciou, na manhã desta quarta-feira (17), a Operação No Rest, uma ação para desarticular uma quadrilha especializada em roubos de cargas e caminhões que atua no estado de São Paulo. Um dos líderes do grupo, morador de Mogi Guaçu, não foi encontrado em sua residência e está foragido. O local onde os veículos eram desmontados também era na cidade.

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A operação, que conta com 120 agentes (60 federais e 60 da Polícia Militar Rodoviária), cumpre 12 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela Vara de Garantias da Comarca de Sorocaba, e os mandados visam endereços residenciais dos investigados. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores da quadrilha, totalizando R$ 18 milhões.

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Investigação e modus operandi

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A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia Federal de Campinas, em conjunto com o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Sorocaba, começou em janeiro de 2025. O ponto de partida foi um roubo ocorrido em novembro de 2024.

O grupo criminoso, chefiado por um indivíduo de Guarulhos e pelo foragido de Mogi Guaçu, agia em rodovias e postos de descanso, abordando caminhoneiros com armas de fogo. As vítimas, incluindo em alguns casos esposas e filhos, eram levadas para cativeiros, onde os criminosos extorquiam as famílias, forçavam transferências bancárias e roubavam dinheiro e objetos pessoais.

Entre novembro de 2024 e junho de 2025, a PF registrou 26 roubos e 1 furto cometidos pela quadrilha em diversas cidades de São Paulo, como Jundiaí, Sorocaba e Itupeva, e em Extrema, Minas Gerais. Os investigados, a maioria com passagens por roubo e tráfico de drogas, poderão responder por formação de associação criminosa armada, roubo e furto. A soma das penas pode ultrapassar 40 anos de prisão.

O nome da operação, “No Rest” (sem descanso, em inglês), faz referência à prática dos crimes enquanto os motoristas dos caminhões estavam em momentos de descanso. A ação demonstra a especialização da PF em combate a crimes organizados, que atua em conjunto com outras forças de segurança para desarticular quadrilhas nas rodovias brasileiras.

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