
A adega onde o técnico em refrigeração Diego de Oliveira Lima, 40 anos, foi executado a tiros na manhã de quinta-feira (28) foi totalmente destruída por um incêndio na sexta-feira (29). O caso ocorreu na Avenida Jorge Tibiriçá, em Campinas, e é investigado como uma retaliação ao crime de homicídio.
De acordo com a polícia, a motivação do assassinato foi uma dívida de aluguel. Diego era proprietário de uma casa alugada para o homem apontado como suspeito do crime – e que também seria o dono da adega. A dívida, referente ao não pagamento dos aluguéis, havia chegado a R$ 7,5 mil.
Após uma discussão por telefone, Diego foi até o estabelecimento comercial para cobrar o valor pessoalmente. No local, however, foi recebido a tiros. Câmeras de monitoramento registraram a vítima tentando se esconder em uma bicicletaria ao lado, mas sendo perseguida e executada pelo suspeito, que segue foragido.
Novos prejuízos: família inocente perde tudo
A tragédia se estendeu para outra família, que nada tinha a ver com a dívida inicial. Eles haviam comprado o ponto comercial e todo o estoque de mercadorias, com previsão para assumir a adega na próxima segunda-feira (1º).
De acordo com relatos, os novos compradores já haviam pago mais de R$ 20 mil – metade do valor total combinado – e deixado uma motocicleta no local, que seria usada para futuras entregas. Tudo foi destruído pelo fogo, que consumiu o imóvel por volta das 2h30.
A Polícia Civil investiga se o incêndio foi criminoso e tem como principal linha de apuração uma possível retaliação ao homicídio de Diego. Os investigadores trabalham para identificar e localizar o suspeito foragido.
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