
Retorno
Depois de um tempinho sem escrever sobre política, estou de volta. Como muitos sabem, trabalhei por um período no Departamento de Comunicação da Prefeitura de Paulínia, na gestão do prefeito em exercício Antonio Miguel Ferrari (Democracia Cristã), o popular Loira. Gostaria de agradecer ao meu amigo Loira pela oportunidade e confiança. Verdade seja dita, em pouco tempo, Loira fez muito pela cidade e pelo que se vê, está empenhado em resolver os problemas, alguns deles antigos e complexos.
Eleições
Mas vamos ao que interessa. No dia 1º de setembro teremos eleições suplementares e os bastidores estão bem agitados. Muitos lançaram o nome na disputa, mesmo sabendo que objetivamente não reúnem condições para vencer. A finalidade foi fazer um balão de ensaio e até ficar em evidência, para lá na frente, negociar facilidades. O vencedor governará até outubro de 2020.
Fatos
Apesar de não ter pesquisas em mãos, basta andar pelas ruas para notar que Edson Moura (MDB), como sempre, está muito bem na foto, quer você goste dele ou não. Se o “Baiano” estivesse na batalha, não seria necessário nem ter eleição. Ele seria o vencedor. Mas como não é candidato, a sua esposa Nani deverá ser a indicada pelo cacique emedebista. Jovem e articulada, a expectativa em torno de Nani, no grupo mourista, é grande.
Apoio
Diversos pré-candidatos têm procurado Moura em busca de apoio e de uma futura composição com Nani. Bom ouvinte, vencedor das últimas sete eleições municipais e quase que adorado pelo funcionalismo público, o “Baiano” tem andado com uma agenda cheia: visitas a amigos, lanchonetes, festas e reuniões com lideranças políticas tem sido a rotina do casal.
Adversário
Inimigo político de Moura, o ex-prefeito José Pavan Junior (PSDB) tem pregado uma ladainha de concorrente competitivo, com o triste histórico de ter perdido duas vezes seguidas com a “máquina na mão”. Aliás, a briga no ninho tucano paulinense está bonita de assistir. Pavan anda se desentendendo com Du Cazellato (PSDB), aquele que não queria deixar a cadeira e usurpou 24 dias de mandato de Loira. Quem vence internamente e será o candidato tucano no pleito suplementar, Cazellato ou o duas vezes derrotado?
Vantagem
Como vantagem, Pavan tem o mérito de ser conhecido em toda a cidade, o que será altamente positivo em uma eleição com os prazos curtíssimos. Além disso, o ex-prefeito ainda tem um séquito fiel de seguidores. Cazellato para viabilizar o nome precisa demonstrar que tem chances de êxito, melhorar a oratória e dar um chega "pra lá" nos pavanistas do PSDB.
Tuta
Outro que está no páreo e aparentemente bem na foto é o empresário do setor de combustíveis Tuta Bosco (PPS). Com uma história vencedora de menino pobre que ficou rico, ele ficou em terceiro lugar na eleição passada e agora tem como vantagem o fato de ser mais conhecido na cidade. Pesa contra ele as supostas promessas não cumpridas, especialmente com candidatos a vereador de sua coligação, em 2016. Sempre ouço algumas lideranças afirmarem que jamais voltariam a apoiar politicamente Tuta. Seja como for, agora ele está mais experiente e calejado.
PSL
Surfando na maré bolsonarista, que agora está mais para uma ondinha, daquelas bem fraquinhas, capazes somente de derrubar castelinhos de areia de crianças na praia, temos o querido Capitão Cambuí (PSL). Policial competente, desconhecido para a ampla maioria dos eleitores, ele terá pouco tempo para se apresentar à população. Além disso, Cambuí não é visto como morador de Paulínia, e, segundo ouvi dizer, tem algumas pendências para resolver. Não sei exatamente do que se trata, mas disseram que é algo grave e estou apurando. Porém, quem conhece o Capitão sabe que ele é correto, humilde e do bem. Pessoalmente, não gosto nenhum pouco da visão de mundo do bolsonarismo, como muita gente na cidade. Talvez a vida dele como político fosse mais fácil se estivesse em outro partido.
Outro nome
Com a mesma narrativa de policial e Segurança Pública, um candidato que tem sido visto como uma alternativa viável e possível é o Coronel Furtado. Sereno, bem humorado e visto como uma pessoa experiente, o militar aposentado tem atraído seguidores nas redes sociais e incomodado alguns figurões, pelo que tenho observado. Furtado tem como grandes vantagens o fato de ser visto como uma pessoa equilibrada, correta e carismática. As desvantagens são o fato de não ser conhecido pela ampla maioria do eleitorado e não ser considerado um morador de Paulínia, assim como o Capitão Cambuí. Uma ressalva: não sei se tal fato influência negativamente os eleitores.
Conclusão
Por ser uma eleição de tiro curto, sai na frente quem é mais conhecido, os candidatos que saibam trabalhar bem nas redes sociais, quem começar primeiro a campanha e, consequentemente, aparecer positivamente. Também existe um certo cansaço da população com os políticos tradicionais ou de alguma forma vinculados ao sistema. Por isso, vantagem para quem nunca ocupou cargos eletivos. Acredito que as vantagens dos concorrentes tradicionais, como Pavan e Moura, seja o fato de serem facilmente reconhecidos pelos eleitores e, em alguns casos, a capacidade de juntar dinheiro para a campanha.
Próxima
Na próxima coluna, abordarei os outros nomes que estão na disputa.
Nova coluna
Logo vamos ter mais um colunista no Zatum. Um dos colaboradores, que vai escrever sobre Direito, é o advogado Toni Guimarães. Com escritórios em Paulínia e Campinas, ele vai abordar temas sobre o universo jurídico.
Abraço
Por hoje, fico por aqui, mas logo volto a tecer minhas impressões sobre o momento político de Paulínia e região. Até breve!!!
Mín. 15° Máx. 27°