
Uma onça parda entrou na área do condomínio Jardim Botânico, no distrito de Sousas, em Campinas, na por volta das 23h de terça-feira (18) da semana passada, e deixou alguns moradores apreensivos. No entorno da área há resquícios da Mata Atlântica, local em que tais felinos de grande porte habitam.
Pelas imagens das câmeras de segurança, é possível ver o animal pulando a cerca, de uma vez, e "passeando" por uma via do condomínio.Depois, com outro salto, a Suçuarana deixa o espaço. Existe o temor de a onça pegar algum animal doméstico dos condôminos, como um cachorro, gato ou galinha, por exemplo. "A onça é linda, mas a gente tem cachorro em casa. Fiquei pensando que poderia ocorrer algum tipo de incidente", disse um morador.
Como a onça saiu do local, sem nenhum tipo de ocorrência, não foi necessário acionar o Corpo de Bombeiros. A veterinária Rosângela dos Santos Berton, que estuda felinos, relatou que são "raríssimos" os casos de ataques de onças Suçuaranas contra humanos. "Na verdade, aquele local é o habitat natural da onça parda. Em tais situações, o correto é ficar bem longe, fechar as portas e chamar órgãos que podem prestar atendimento rápido, como o Corpo de Bombeiros", explicou.
Ainda segundo a estudiosa, a onça flagrada parece ser um exemplar jovem, que "estava à procura de comida, muito provavelmente". ASSISTA ABAIXO AO VÍDEO:
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Onça
Também conhecida como Suçuarana e Leão-baio, a onça-parda alimenta-se de animais silvestres de portes variados e exerce papel vital na manutenção da integridade dos ecossistemas onde é encontrada. Segundo especialistas, a espécie está na lista das ameaçadas de extinção e tem capacidade de adaptação a vários tipos de ambientes, de desertos quentes aos altiplanos andinos, com maior atividade ao entardecer e à noite.
É o segundo maior felino das Américas, ficando atrás apenas da onça-pintada (Panthera onca). Seu habitat se estende da Patagônia, no sul, até o Canadá, no norte, incluindo todas as regiões e biomas brasileiros.
Segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), a espécie no Brasil é considerada vulnerável, o terceiro nível mais grave na escala de risco de extinção para os animais que ainda existem na natureza (atrás das situações de criticamente ameaçados e ameaçados).
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