
A direção do STSPMP(Sindicato dos Trabalhadores Serviço Público Municipal de Paulínia) é acusada de desrespeitar um contrato, referente ao uso do pesqueiro e do bar da sede da entidade, feito com Davi Rocha Almeida Junior, de 20 anos, e sua mãe, Adriana Beatriz D’ Avila, de 44 anos.
Como o contrato não estava sendo respeitado, o caso foi parar na Justiça. Na terça-feira (11) da semana passada, o juiz Lucas de Abreu Evangelinos determinou que o contrato seja cumprido, sob pena diária de R$ 500 para o sindicato. No entanto, Davi e Adriana contaram que nem mesmo decisões da Justiça são respeitadas pelos sindicalistas.
No início de 2024, Davi e Adriana fizeram um acordo de comodato que previa a realização de melhorias na lagoa e na estrutura do bar. Desde então, foram investidos aproximadamente R$ 70 mil, em serviços de pintura, reforma da cozinha e no jardim. Foram comprados peixes como tilápias, pacus, bagres, e piramboias. Também foram realizadas melhorias na lagoa, que estava secando.
Como contrapartida pelo uso do espaço, mãe e filho pagam um aluguel mensal de R$ 2 mil, que está em dia. Após a realização dos serviços, a presidente interina da entidade, Cláudia Pompeu, em dezembro do ano passado decidiu descumprir o combinado e impedir que Adriana e Davi trabalhassem, conforme havia sido combinado.
Para atrapalhar o acesso de Davi e Adriana, a direção do sindicato chegou a cortar o acesso à energia elétrica e água. O portão também foi fechado com cadeado. “Investimos muito dinheiro e por pura perseguição política, nos tiraram e ainda estão desrespeitando decisões judiciais. Queremos respeito e cumprir o que foi acordado”, relatou a empresária.
Corregedoria
Adriana também fez uma denúncia contra o agente da GCM (Guarda Civil Municipal) Rodrigo Macelari. Ela denunciou que Macelari foi fardado, armado, no horário de serviço, para intimidá-la nas dependências da sede. O caso está sendo apurado na corregedoria da corporação. Um BO (Boletim de Ocorrência) sobre o caso também foi realizado.
“O meu filho foi humilhado em horário de serviço, por um homem armado que deveria estar na rua trabalhando como guarda. Estão tentando nos intimidar de todas as formas possíveis”, disse.
Histórico
Cláudia Pompeu é conhecida no meio político local pelas polêmicas que sempre está metida. Embora seja presidente de um sindicato que defende trabalhadores, ela já foi condenada na Justiça por cometer assédio moral contra um ex-funcionário do sindicato.
Além disso, a primeira gestão dela foi marcada pela roubalheira do dinheiro dos servidores públicos. Por exemplo, foram desviados de uma conta bancária do sindicato R$ 40 mil. Ela tinha acesso a conta e era dela a responsabilidade de cuidar dos recursos do sindicato. Na época, os valores foram usados até em pousadas e petshops. A direção do sindicato fez vista grossa e sequer investigou a história com rigor.
Numa outra situação, um primo de uma dirigente, que é arquiteto, foi chamado para fazer um serviço na quadra do sindicato pelo valor de R$ 15 mil. A contratação de parentes é proibida pelo estatuto da categoria. A direção também tinha o hábito de fazer refeições em restaurantes de luxo e consumir cervejas com dinheiro dos servidores públicos de Paulínia.
A direção do STSPMP foi procurada para se manifestar, mas até a publicação deste texto nenhum retorno havia sido enviado. O espaço está aberto, importante salientar.
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