
A cabeça do prefeito de Mogi Guaçu, Rodrigo Falsetti (PSD), deve estar tão quente quanto a temperatura dos últimos dias. Com termômetros chegando aos 40º C, moradores de dezenas de bairros estão sem água, no “calorão”. A reclamação é geral.
O sofrimento tem sido quase insuportável, especialmente para quem tem crianças e idosos em casa, e para trabalhadores que estão sem banho depois de uma jornada dura para ganhar o pão. Como era de esperar, a situação tem gerado desgaste político para o mandatário. Imagine a raiva do cidadão que está sem água para lavar louças e dar descarga. Pois é.
Em véspera de ano eleitoral, uma mancada dessa pode ficar muito caro. Se o calor continuar e a população permanecer desabastecida de água, a tendência é que a popularidade de Falsetti derreta como picolé no asfalto quente. Rapidinho. Na capital, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) já está pagando um preço alto pela falta de energia elétrica, e de água, em milhares de lares de moradores da metrópole.
Responsável por indicar a diretoria do Semae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), o prefeito precisa sair da toca e se pronunciar. É vergonhoso o silêncio, e fingir que ele não tem nada a ver com o imbróglio. Afinal, a população paga, e muito, para ter água todos os dias. O pagador de impostos precisa ser tratado com dignidade, e com todas as devidas satisfações.
Para piorar, a autarquia guaçuana não respondeu com assertividade sobre como, e quando, será resolvido o problema. O morador que está sem água não quer respostas “enroladas”, mas dia e horário para a questão ser resolvida, e que tudo seja realizado com urgência. Assim, para Rodrigo Falsetti ficar “numa brisa boa”, o calor precisa passar e as caixas d ' água precisam estar transbordantes do líquido da vida. E tenho dito!!!
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