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A bagunça de Paulínia

O jornalista Raoni Zambi estreia a sua coluna no Portal Zatum

16/01/2019 às 21h12 Atualizada em 16/01/2019 às 21h41
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
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O jornalista Raoni Zambi (Beto Fernandes)
O jornalista Raoni Zambi (Beto Fernandes)

Satisfação

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Com muita satisfação volto a escrever sobre política. Agora, além de abordar temas relacionados a Paulínia, mais cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) estarão em nosso radar. Até o final do ano passado era o editor de um semanário, o Aqui Paulínia, e tinha uma página para tratar de temas relacionados aos bastidores do poder. Sou muito grato pela oportunidade ao empresário José Carlos de Souza. Sigo no Zatum Notícias, com a mesma ousadia e intrepidez. A grande facilidade e novidade, importante ressaltar, é que a coluna estará disponível na palma de sua mão, em seu celular, no seu tablet ou até mesmo em um computador. Pretendo escrever umas três vezes por semana, ou conforme a demanda. 

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Apresentação

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Meu nome é Raoni Zambi, sou formado em jornalismo pela Puc-Campinas, estudei comunicação política na ECA (Escola de Comunicação e Artes) da USP (Universidade de São Paulo), sempre faço cursos de extensão na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), trabalhei em jornais impressos diários, portais de notícias, assessorias de imprensa, agências de publicidade e em algumas campanhas eleitorais vitoriosas de políticos da região. 

Ao que interessa

Chega de conversa fiada e vamos ao que interessa. O ano mal começou e Paulínia tem sido o grande destaque por conta da instabilidade política e jurídica. Uma bagunça. Du Cazellato (PSDB) foi alçado ao posto de prefeito pela Justiça Eleitoral, em novembro passado, após a cassação de Dixon Carvalho (Progressistas). Como a Constituição Federal e a Lei Orgânica determinam que em caso da vacância do cargo quem assume é o Presidente da Câmara, Antonio Miguel Ferrari (DC), o Loira, quis sentar na cadeira neste início de ano.

Tucanos

Pela quarta vez seguida, os tucanos obtiveram vitórias na Justiça e estão governando Paulínia, mesmo que não consigam vencer nas urnas. O primeiro êxito do tucanato foi no mandato entre 2012 e 2016. No pleito, Edson Moura (MDB) botou Moura Júnior (MDB) aos 48 do segundo tempo em seu lugar. A manobra, apesar de  alguns considerarem imoral, era prevista em lei. O resultado foi que José Pavan Junior (PSDB), mesmo sendo derrotado nas urnas, governou por dois anos e quatro meses. 

Sequência

Depois, ainda em 2016, Pavan conseguiu disputar um terceiro mandato consecutivo, o que é vedado pela legislação eleitoral. Por fim, os tucanos  fizeram o processo de Dixon andar “bem rapidinho” e tem  conseguido impedir a posse de Loira, agora nos primeiros dias de janeiro. Nos bastidores, uns falam que é pura coincidência, outros argumentam que “nesse angú tem caroço” e há aqueles que reconhecem o trabalho do advogado Marcelo Pelegrini.  E você, o que pensa?

A questão

A grande questão é que a política em Paulínia está judicializada e só o PSDB tem sucesso em tais pendengas jurídicas. Para completar, ou piorar, só falta Cazellato ficar até o final do mandato, em 2020, mesmo tendo sido eleito vereador. 

Papagaio de pirata

A outra possibilidade para Cazellato permanecer no poder é vencer as eleições suplementares. Muito esperto, o “defensor de Betel” tem feito bonito com tudo que Dixon deixou encaminhado. Ele foi até “vistoriar” a construção da nova Ponte da Rhodia, sorriu para foto e abraçou trabalhadores. Para quem não se lembra, foi o progressista que fez a licitação, conseguiu as licenças ambientais e começou as obras da ponte.  Literalmente, Cazellato sabe fazer bonito com o chapéu alheio. 

Contra e a favor

Contra os planos de Cazellato pesam a possibilidade de Dixon voltar ao poder, Loira conseguir uma decisão favorável na Justiça e assumir interinamente e, em caso de eleições suplementares, mesmo com a “máquina na mão”, imitar Pavan e levar uma surra nas urnas. Além disso, ele é pouco conhecido na cidade, não sabe falar em público e tem carisma comparável ao de outro tucano, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Em tempos de redes sociais na internet, a boa oratória e saber atrair a simpatia dos eleitores são requisitos fundamentais para quem deseja chegar ao poder.

A favor

Já em favor de Cazellato temos a Justiça de Paulínia, o MP (Ministério Público) que se manifestou fora dos autos, o que acabou beneficiando o tucano, tudo que Dixon deixou encaminhado e um “grupinho muito articulado”, que é uma “herança bendita” de Pavan. Inclusive, uma turma que o interino nomeou tem fortes ligações com um pessoal que responde a processos no mínimo “cabulosos”, digamos assim.

Chega

Por hoje chega. Logo menos vou abordar algumas coisas interessantes de Campinas, Sumaré e Hortolândia. 

 

 

 

 

 

 

 

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Sobre o blog/coluna
Espaço para comentários sobre cidades da Região de Campinas. Raoni Zambi é jornalista formado pela Puc-Campinas, estudou comunicação política na USP (Universidade de São Paulo), fez um curso de Marketing Digital no Senac, trabalhou em jornais impressos diários, assessorias de imprensa, em campanhas eleitorais vitoriosas, coordena pesquisas eleitorais e foi assessor de políticos. Atualmente é aluno de pós-graduação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), no Labjor.
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