
Satisfação
Com muita satisfação volto a escrever sobre política. Agora, além de abordar temas relacionados a Paulínia, mais cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) estarão em nosso radar. Até o final do ano passado era o editor de um semanário, o Aqui Paulínia, e tinha uma página para tratar de temas relacionados aos bastidores do poder. Sou muito grato pela oportunidade ao empresário José Carlos de Souza. Sigo no Zatum Notícias, com a mesma ousadia e intrepidez. A grande facilidade e novidade, importante ressaltar, é que a coluna estará disponível na palma de sua mão, em seu celular, no seu tablet ou até mesmo em um computador. Pretendo escrever umas três vezes por semana, ou conforme a demanda.
Apresentação
Meu nome é Raoni Zambi, sou formado em jornalismo pela Puc-Campinas, estudei comunicação política na ECA (Escola de Comunicação e Artes) da USP (Universidade de São Paulo), sempre faço cursos de extensão na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), trabalhei em jornais impressos diários, portais de notícias, assessorias de imprensa, agências de publicidade e em algumas campanhas eleitorais vitoriosas de políticos da região.
Ao que interessa
Chega de conversa fiada e vamos ao que interessa. O ano mal começou e Paulínia tem sido o grande destaque por conta da instabilidade política e jurídica. Uma bagunça. Du Cazellato (PSDB) foi alçado ao posto de prefeito pela Justiça Eleitoral, em novembro passado, após a cassação de Dixon Carvalho (Progressistas). Como a Constituição Federal e a Lei Orgânica determinam que em caso da vacância do cargo quem assume é o Presidente da Câmara, Antonio Miguel Ferrari (DC), o Loira, quis sentar na cadeira neste início de ano.
Tucanos
Pela quarta vez seguida, os tucanos obtiveram vitórias na Justiça e estão governando Paulínia, mesmo que não consigam vencer nas urnas. O primeiro êxito do tucanato foi no mandato entre 2012 e 2016. No pleito, Edson Moura (MDB) botou Moura Júnior (MDB) aos 48 do segundo tempo em seu lugar. A manobra, apesar de alguns considerarem imoral, era prevista em lei. O resultado foi que José Pavan Junior (PSDB), mesmo sendo derrotado nas urnas, governou por dois anos e quatro meses.
Sequência
Depois, ainda em 2016, Pavan conseguiu disputar um terceiro mandato consecutivo, o que é vedado pela legislação eleitoral. Por fim, os tucanos fizeram o processo de Dixon andar “bem rapidinho” e tem conseguido impedir a posse de Loira, agora nos primeiros dias de janeiro. Nos bastidores, uns falam que é pura coincidência, outros argumentam que “nesse angú tem caroço” e há aqueles que reconhecem o trabalho do advogado Marcelo Pelegrini. E você, o que pensa?
A questão
A grande questão é que a política em Paulínia está judicializada e só o PSDB tem sucesso em tais pendengas jurídicas. Para completar, ou piorar, só falta Cazellato ficar até o final do mandato, em 2020, mesmo tendo sido eleito vereador.
Papagaio de pirata
A outra possibilidade para Cazellato permanecer no poder é vencer as eleições suplementares. Muito esperto, o “defensor de Betel” tem feito bonito com tudo que Dixon deixou encaminhado. Ele foi até “vistoriar” a construção da nova Ponte da Rhodia, sorriu para foto e abraçou trabalhadores. Para quem não se lembra, foi o progressista que fez a licitação, conseguiu as licenças ambientais e começou as obras da ponte. Literalmente, Cazellato sabe fazer bonito com o chapéu alheio.
Contra e a favor
Contra os planos de Cazellato pesam a possibilidade de Dixon voltar ao poder, Loira conseguir uma decisão favorável na Justiça e assumir interinamente e, em caso de eleições suplementares, mesmo com a “máquina na mão”, imitar Pavan e levar uma surra nas urnas. Além disso, ele é pouco conhecido na cidade, não sabe falar em público e tem carisma comparável ao de outro tucano, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Em tempos de redes sociais na internet, a boa oratória e saber atrair a simpatia dos eleitores são requisitos fundamentais para quem deseja chegar ao poder.
A favor
Já em favor de Cazellato temos a Justiça de Paulínia, o MP (Ministério Público) que se manifestou fora dos autos, o que acabou beneficiando o tucano, tudo que Dixon deixou encaminhado e um “grupinho muito articulado”, que é uma “herança bendita” de Pavan. Inclusive, uma turma que o interino nomeou tem fortes ligações com um pessoal que responde a processos no mínimo “cabulosos”, digamos assim.
Chega
Por hoje chega. Logo menos vou abordar algumas coisas interessantes de Campinas, Sumaré e Hortolândia.
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