
Em plena pandemia o mercado imobiliário é um dos principais eixos de desenvolvimento econômico ao lado do setor agro.
Somente no Cambuí, bairro nobre em Campinas, são 17 lançamentos. O Programa Verde Amarelo na RMC (Região Metropolitana de Campinas) também está surpreendendo com empreendimentos em todas as cidades, movimentando produtos para a classes populares e média.
Para ilustrar com mais precisão o poder do segmento imobiliário, citamos um dos projetos que recebeu aprovação nesta semana que é apontado como um modelo de requalificação de um bairro. Trata-se do prédio residencial e um shopping na antiga fábrica dos Chapéus Cury, no bairro Botafogo.
A construtora Helbor está à frente do projeto que irá preservar a fachada e a chaminé do imóvel tombado como patrimônio histórico.
A operação urbana consorciada é uma modalidade que permite direcionar recursos para o restauro histórico.
O impacto econômico no bairro é comemorado por todos os comerciantes e mudará o perfil da região. Já faz mais de oito anos que o imóvel da antiga fábrica está parado, aguardando as negociações. Com esta obra, o cenário urbano do Botafogo será outro, impactando inclusive, no entorno.
O projeto da Helbor prevê um centro comercial com lojas, cinema, praça de alimentação e supermercado, com espaços para prestação de serviços.
Trata-se de conceito multiuso, com forte impacto no entorno.
A torre residencial terá apartamentos com pelo menos 100 m2, com três suítes, além de área completa de lazer.
Este tipo de empreendimento é formatado com uma visão de longo prazo, enxergando 10 anos à frente. Somente para os trâmites burocráticos são necessários cinco anos. São necessários mais três anos para que as obras sejam realizadas.
O interior da fábrica não é tombado, facilitando que o CONDEPACC (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultura de Campinas) libere as obras. A fachada e a torre do imóvel, porém, são tombadas e precisam ser restauradas, compromisso que foi assumido pela Helbor.
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